EXTRA SEAN

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Olá, pessoal! 

Na realidade não era pra ser extra nenhum, mas eu esqueci de colocar esse trecho no capítulo passado Hahahahahaha SORRY!!

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Sean

- Então, vai contar o que aconteceu ou vai continuar com essa cara de merda? – insiste Travor sem rodeios.

- Já estou me arrependendo de ter ligado para você... – murmuro baixo, olhando a cidade pela janela.

- Como se você tivesse alternativa. – debocha fazendo-me imediatamente olha-lo.

- O que foi? – pergunta. – Se está esperando piedade ou alguma droga assim, sinto muito meu amigo, mas eu não tenho nada aqui para você. – sorri de lado sem me olhar enquanto dirige.

Depois da conversa definitiva que tive com Emma tive que ligar para Travor, já que não estava de carro e muito menos tinha cabeça para isso.

Suspiro esgotado. – Não espero.

- Ótimo. Agora me fala logo o que aconteceu. – pergunta curioso.

- Não há o que contar. – trovejo rude, querendo parar a conversa.

- Ah... – ele me olha de canto de olho e faz uma feia careta. – Ela te deu um pé na bunda. – conclui divertido.

- Travor, não. – aviso apenas uma vez.

- Mas... – tenta contornar-me.

- Não. – digo resoluto.

- Tudo bem. – suspira derrotado e após isso se cala, para a minha sorte.

Continuamos em silêncio apenas ouvindo a horrível playlist que Travor escutava em seu carro. Notei que permaneci todo o tempo anestesiado e apenas percebi que estávamos em Hamptons quando Travor desligou o carro.

- O que estamos fazendo aqui? – pergunto irritado.

- Eu meio que moro aqui. – responde Travor sorrindo.

Respiro fundo uma, duas vezes tentando acalmar-me para não soca-lo de uma vez.

- Quero dizer, o que EU estou fazendo aqui? – reformulo.

- Que eu saiba você não tem para onde ir. – diz calmamente, após isso tira as chaves do controle do carro e sai.

O que?!

Saio rapidamente do carro e o sigo até a entrada de sua casa.

- Como assim? – questiono incisivo.

- Puta merda, cara, esqueci! – pragueja parando no meio do caminho. – Eu não quis contar quando você estava no hospital, porque né, você tinha levado um tiro e eu seria um filha da puta se..

- Travor. – insisto que pare sua enrolação.

- Okay... – suspira e se vira para me olhar. – Você veio para o hospital em uma ambulância com Emma, certo?

Aceno uma vez concordando.

- Eu e Anna ficamos com Callum e Úrsula, esperando enquanto a policia não chegava. – explica. – Nesse tempo recebemos uma ligação do hospital, dizendo que você havia perdido muito sangue e que precisava de um doador. Sua mãe se aproveitou da situação e fingindo se importar com você disse que iria ao hospital. Foi ai que descobrimos que ela não era sua mãe biológica...

- Sim, eu soube disso. – recordo.

- Pois é, mas quando descobrimos ela desconversou. Eu não sabia que tinha sido ela que havia atirado em você, pensei que fosse Callum e que tivesse sido um acidente, então não fiquei a vigiando nem nada. E foi assim que ela se aproveitou e fugiu.

- Você deveria ter desconfiado dessa "bondade" repentina dela. – comento estressado.

- Eu sei... – concorda sentido. – A polícia á encontrou dois dias depois em Londres, só que antes ela já havia rapado todos os seus bens e algumas coisas da empresa. Após isso um cara também foi te procurar, dizendo ser o advogado que estava representando a empresa. Como você estava meio indisponível eu que tomei conta disso também.

- O que mais aconteceu, Travor? – tenho até medo de perguntar.

- Seus bens foram bloqueados. – sorri se desculpando. – Pelo menos os que pertenciam aos Crawford. Seu apartamento, carro...

- Entendo. – digo.

- Acho bom você procurar um advogado, cara. – aconselha sério. – Ele falou um bando de coisa para mim e sinceramente eu não entendi merda nenhuma daquilo...

- Eu sou advogado, Travor. – lembro.

- Ah. – ele gargalha alto – Bom para você, porque esses caras costumam cobrar o olho da cara... Sem ofensas. – toca meu ombro em apoio.

Solto uma breve risada. – Tudo bem, aquele dinheiro não era meu, não vejo sentido lutar por ele. - relevo sincero.

Não havia razão para correr atrás daquilo. Só tomei a presidência da Crawford porque fui pressionado, nunca quis aquele dinheiro, nunca quis nada daquilo. Quando penso que perdi tudo me sinto mais leve. Parece contraditório, contudo pela primeira vez sinto-me livre. Não estava mais preso a Úrsula nem a empresa.

Agora, pela primeira vez, eu viveria do meu jeito.

- Então acho que irei dormir na sua casa hoje. – relato quando Travor abre a porta para mim.

- Pois é... – ele afirma sorrindo. – Pode ficar tranquilo. Anna está viajando então temos a casa inteira para nós, meu bem. – brinca piscando um olho.

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Este capítulo é dedicado a leitora Kerlany_Iara, muito obrigada querida!


Sempre sua Luce  (COMPLETO)Leia esta história GRATUITAMENTE!