Ash e seu bom humor

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"Como você é dramática Vick!", escuto Ash ao meu lado, tiro a mão do rosto e o olho, ele está sentado ao meu lado, sorria debochado e achando graça do meu desespero.

"Você sempre soube que eu era dramática, então cala a boca!", disse fungando.

"Está sendo malcriada e infantil", Ele me olhou de lado ainda com o sorriso no rosto.

"Você não sabe o quanto eu estou sofrendo... Eu sei que vou ser infeliz se eu tiver esse bebê... Eu não sou boa parideira... Não consigo ter meus bebês... Eu estou cansada Ash!", voltei a chorar.

"Já pensou que todos os seus bebês não precisavam nascer e sim de uma chance para passar por aquele período e voltar para seu lugar!?".

"Droga Ash!... Do que está falando?", o olhei e o encarei, ele não se mexia ao meu lado, parecia bem tranquilo.

"Um dia você vai entender... Agora eu acho que você deveria se levantar e ir para casa e descansar".

"Você não me quer aqui não é?", o olhei e tombei a cabeça para ver bem seu rosto, "Cansou de mim Ash?".

"Detesto quando vem aqui para chorar!", ele riu, "Vamos Vick... Você é forte e sabe que quer esse bebê... Pare de fazer drama e siga em frente... Você é bem rica e pode muito bem delegar deveres e descansar até o fim de sua gravidez!".

"Você está me dizendo que eu vou chegar ao fim?".

Escuto passos, meus olhos se abrem e vejo um guarda a minha frente me encarando, "Levante-se, aqui não é lugar para dormir".

Passei a mão no rosto, olhei para o lado e levei um susto, um homem mal trapinho dormia ao meu lado na mesma posição que eu, me levantei tão rápido que quase caí, o guarda me segurou e me equilibrou, "Desculpa!... Eu não estava dormindo!".

"É o que todos dizem", o guarda torceu a boca e me soltou e deu um chute no homem que acordou assustado, eu corri com medo e achando aquilo tudo uma loucura, peguei um táxi e segui para a cobertura, cheguei praticamente com o dia amanhecendo, ri com o sonho que tive, Ash ainda conseguia me tirar do sério e me fazer rir ao mesmo tempo, praticamente me desmontava com seu bom humor, mas me dizer que detestava me ver ali chorando foi demais, eu ficava imaginando se eu contasse a Dereck que conversava com meus dois ex-maridos, acho que ele iria me internar de vez como louca, até que não seria uma má ideia, eu tiraria férias forçadas de tudo e de todos, abri a porta e dei de cara com Killer esbaforindo falando pelo celular, todos pararam e me encararam, eu estava horrível, acho que podia dizer que descontrolada, meus olhos inchados e ardendo e o rosto vermelho de tanto chorar, Killer me pegou pelos braços e me fez sentar pedindo água para a nova empregada, ele pegou em meu rosto.

"Está tudo bem Senhora?... O que houve?".

"Estou bem Killer, eu só precisava andar e ir até as torres gêmeas".

Killer despencou no outro sofá me largando e esbaforindo tensão, passou a mão pelo rosto, "Pelo Amor de Deus!... Quando quiser ir até lá, chame um dos seguranças, mas não ande sozinha por aí".

Chacoalhei a cabeça e comecei a chorar, "Eu estou cansada de tudo isso... Eu quero poder andar por aí e ver a rua como uma pessoa normal... Eu quero ter liberdade para chorar e ver o local onde meu primeiro marido morreu sem ter que seguir a merda do protocolo", meu choro era descontrolado, eu precisava desabafar, me joguei no sofá e fiz minha dramatização, Killer ficou me olhando, impotente, eu sei que era seu trabalho e ele não podia fazer nada sobre isso, ele precisava me manter a salvo e eu estava arriscando tudo, talvez eu preferisse morrer naquele momento, mas não era o caso, me sentei e o encarei, sequei as lágrimas e me levantei.

"Vou para o quarto... Vou dormir... E não quero ser acordada e nem se estiver para acontecer uma tragédia, uma bomba para explodir!", dei dois passos depois que me pus em pé.

"Descanse... Fará bem e deixe que cuido de tudo!", ele se levantou e abotoou o paletó e ficou em posição de sentido, bufei e segui para o meu quarto atravessando direto para o banheiro, tirei as cartelas de amostra grátis dos comprimidos de enjoo que a médica me deu e enfiei na minha bolsa de medicamentos, abri as torneiras da banheira e lentamente tirei a roupa e entrei colocando sais de camomila para me acalmar e me afundei na água quente.

 Fará bem e deixe que cuido de tudo!", ele se levantou e abotoou o paletó e ficou em posição de sentido, bufei e segui para o meu quarto atravessando direto para o banheiro, tirei as cartelas de amostra grátis dos comprimidos de enjoo que a médica...

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Amor de Primo parte 3 - FiNaLOnde as histórias ganham vida. Descobre agora