Capítulo 68

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Matt

- Você tem idéia do quantos milhões de pessoas passam por isso? - Frida, tentava consolar Josefh. Eles pareciam unidos, de certa forma.

- Eu queria muito ir eu.. - ele choraminga, antes de desabar no sofá.

- Sabemos que nunca daria certo.. aliás não pode se culpar por ter passado a doença para sua filha.

Disfarço e começo a mexer no celular, dava de perceber que eles de certa forma ainda se amavam. Tudo que precisavam era de tempo, que por o acaso não estava a favor deles.

Olho para Savannah, que está com seus grandes fones de pelúcia, escutando um filme da Barbie. O porta retrato em cima da geladeira mostrava um dia de praia com um sol maravilhoso e as três sentadas na areia. Tudo estava a piorar.

Ao anoitecer enquanto Emma estava no banho e Savannah ja dormia, escutei suspiros de choro vindo da lavanderia. Frida está de joelhos com um rosário na mão. Fiquei espiando enquanto ela falava.

- Peço proteção para minha família, peço sabedoria para minha menina e saúde a Savannah. Minha menina terá a vida que merece, não como o que eu desejava mas ela vai ter a oportunidade de viver. Obrigada por todos os dias que eu sorri ao vê-la feliz, aos dias que me apavorei ao vê-la triste. Cada sentimento que ela me proporcionou foi esplêndido, meu Deus fui mãe das suas dádivas, cuidei e protegi, fiz o que eu como "mãe" pude fazer para elas serem o que são. Cuide de Emmanuela, ela sempre foi uma boa menina, sempre me ajudou quando pensei em não conseguir mais. De forças para ela continuar sem mim, de sabedoria para ela me perdoar e não tire Matt de sua vida. Ele é um anjo, obrigada por envia-lo a nossa família.. - antes que ela terminasse de falar, voltei para o quarto de Emma. Eu estava tão atônito com aquelas palavras que algumas lágrimas acabaram escapando.

Frida

Acabei chegando um pouco mais cedo em casa, estranhei que Matt e Savannah não estavam, havia num bilhete em cima da mesa.

Fomos passear na empresa, voltamos em breve.

Matt

Savannah olhava para o prato que tinha mais tomate que batatas, logo ela pegou mais batatas para igualar.

- Acho que agora ta bom - ela diz suavemente voltando a comer batatas.

- O que queis ser quando crescer? - pergunto tentando distraila.

- Quero ser veterinária - ela diz de boca cheia.

- Porque?

- Eu adoro bichinhos, principalmente cachorrinhos - ela gesticula com a mão.

- Então o que acha de irmos em um zoológico? - pergunto, ela fica animada e começa a me contar sobre o que sabe dos animais.

Seu animal preferido é o Leão, algo que me chama atenção por ser um bicho considerado rei da selva.

- Existe uma história do Simba - ela fala, o clássico da Disney.

- Simba? - me faço de desentendido.

- O pai do Simba acaba morrendo para salvar o filhote, isso me deixa triste. Por que as histórias não deviam terminar tristes. Eu não gosto quando um filhote de bichinho perde seus pais.

Eu devia estar passando por uma semana sentimental, porque as palavras de Savannah também estavam me afetando.

- Está tudo bem - digo afagando seu ombro.

No caminho para casa planejamos a viagem para o zoológico. Algo incrivelmente engraçado. Eu precisava de um tempo, para poder esclarecer as coisas que estavam acontecendo. Precisava de Emma.

- É amanhã - Frida me lembra, antes de sair. Eu a abraço e volto para o carro.

- Não sei qual a tua e da minha má em? Mas vocês estão muitos estranhos - Emma reclama, coloco minha mão em cima da dela, enquanto dirijo.

- Está tudo bem pequena.

Emma

O toque de Matt, me dava arrepios, nunca havia mudado tal sensação, era um onde de calor e frio que me faziam ter borboletas na barriga. Era tão mágico e esperado, que eu ansiava seu toque e seus beijos, sempre como se fosse a primeira vez.

- Eu te amo tanto - sua voz grossa, deixava-me anestesiada, o nosso amor era tão único que a cada momento se tornava mais especial.

- Amanhã eu precisarei sair cedo então não se preocupe, assuntos da empresa.

- Matt, eu.. te amo. Muito - retribuo seu amor, enquanto ele entra na garagem de seu apartamento.

Subimos de elevador enquanto revessavamos em amassos. Éramos tão bons juntos, que extasiava.

Quando ele entra na sala, fecha a porta atrás de si, com força, fazendo me pular de susto. Logo parte em minha direção me abraça e beija, como se não houvesse amanhã.

Suas mãos eram ágeis percorriam cada milímetro de meu corpo, como se precisa-se disso. Seus lábios em nenhum momento deixaram os meus, não quebrando nossa conexão. Sem perceber estávamos em seu quarto, o qual ultimamente ele havia começado a chamar de nosso.

- Eu te amo.

Suas palavras deram mais ênfase ao momento, ele realmente me amava, dava de sentir como seu corpo movia-se com o meu, como nossos lábios tinham uma sincronia perfeita. Cada parte do meu ser havia uma certa ligação com o dele, naquele momento de prazer eu pensei em todos os momentos que teríamos até nossos últimos dias de vida.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora