Capítulo Cinco

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Clariandra acompanhou Amelin e Félix até uma porta no andar de cima, que dava para os aposentos reais. Ela a abriu e eles entraram no salão todo ornamentado com cristais e outras pedras preciosas. Assim que chegaram, era possível ver dois tronos imponentes, em uma espécie de altar, encostados em uma parede. Em um deles, uma bela mulher loira estava sentada, à espera dos visitantes. Ela estava com um vestido longo azul celeste e seus longos cabelos estavam presos em uma trança lateral. Em sua cabeça havia uma coroa de ouro, cravejada por diamantes.

Clariandra fez uma reverência e em seguida, saiu dos aposentos reais. Todos os presentes no recinto fizeram uma reverência. A rainha, então, levantou-se do seu trono e andou em direção a Amelin, olhando-a admirada.

— Amelin, é você mesmo? – Essas foram as primeiras palavras ditas por ela. Seus olhos brilharam de emoção.

— Sim, sou eu – Aurora, a rainha, a abraçou. Amelin estava estática, olhando-a. A rainha começou a chorar discretamente. Ela evitara, mas algumas lágrimas rolaram por seu rosto delicado e jovial.

— Por favor, eu posso ficar a sós com a Amelin? Temos muitos assuntos para conversar, Félix. Obrigada por trazê-la em segurança – Félix assentiu e se afastou, deixando-as conversarem.

Aurora desceu do altar onde ficavam os tronos e invocou uma poltrona preta, cujo encosto era ornamentado com pequenos cristais. Ela a arrastou até o altar e pediu para que Amelin se sentasse. Por sua vez, ela voltou a sentar-se em seu trono e pronunciou em seguida:

— Amelin, estou muito feliz com a sua volta. O reino inteiro está festejando a sua vinda!

— Eu percebi quando cheguei a Hammerlock – respondeu secamente. – Por que você está tão feliz?

— Porque você voltou para casa, minha filha! Você voltou para mim, finalmente. Pensei que nunca mais a veria! Voltou para o seu reino e salvará a todos nós.

— Do que você está falando, senhora...? – Amelin questionou, confusa.

— Aurora, meu nome é Aurora. E, por favor, não me chame de senhora novamente – disse ela, levemente irritada. – Temos muitos assuntos a tratar, Amelin. Assuntos muito sérios. Por onde começamos? – perguntou indecisa, mais para si mesma do que para Amelin.

— O que acha de me explicar o motivo para eu ter voltado para cá?

— É um assunto muito complexo, filha. Preciso te explicar algumas coisas antes — disse, segurando suas mãos. — Amelin, antes de você nascer, eu já sabia os riscos que você estava correndo aqui em Hammerlock. Kora estava ressurgindo! A qualquer momento ele poderia ter vindo atrás de você. Por isso, eu pedi a ajuda de Félix, meu courtier, que você já conhece. Ele a levou para fora de Hammerlock, pois ele pode viajar entre os dois mundos, já que ele é um dos protetores do portal para o nosso reino. Félix conheceu sua família adotiva e, de certa forma, que nós não sabemos como, eles sabiam da existência de Hammerlock. Félix explicou, então, a situação que estávamos enfrentando no reino e sua família aceitou cuidar de você. Eles ficaram apaixonados por você, minha filha. Você era tão adorável... Meu coração se partiu por ter que abandoná-la – Mais lágrimas percorriam a sua face. – Porém, era necessário que eu o fizesse.

— Como você soube que eu estava correndo perigo em Hammerlock? – Houve uma batida na porta, interrompendo a conversa das duas.

— Ele deve ter chegado!

— Ele quem?

— Você verá, filha. – ela olhou para a direção da porta e exclamou: – Entre, por favor.

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