Capítulo 25

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Eu estava no Jornal quando o Ricardo meu mandou a primeira mensagem de texto. Fiquei contente por ele ter me mandado notícias e mais contente ainda com as crianças, que pelo visto estavam bem. Mas depois o assunto das mensagens de texto mudou e me deu um calor desgraçado. Eu não iria perder a oportunidade de escrever aquilo pra ele. Segurei minha risada, porque senão a Ana iria aparecer perguntando o que houve e eu não queria dizer pra ela "amiga, estou quase praticando um sexo por mensagem de texto e estou adorando".

Queria ter visto a cara do Ricardo com a minha resposta.

Depois dessa troca de mensagens, eu não consegui parar de sorrir mas voltei ao meu trabalho. E um frustrada porque queria ir ao cinema com o Ricardo logo.

- Clara? – Novaes apareceu na minha porta. – Tudo bem?

- Oi Novaes. - Me levantei para cumprimentá-lo.

- Só estou passando pra lembrar que na segunda você já está de férias. – ele sorriu. – E também quero dar meus sentimentos ao Ricardo, o assassinato... - ele ficou em silêncio sem saber o que dizer para completar sua fala.

- Obrigada Novaes. – Assassinato. Então já tinham novas notícias sobre a morte do Angelo, só esperava que os suspeitos fossem o mais rápido possível presos.

***

Faltando poucos minutos para eu ir embora com a Ana, nós iríamos num barzinho do lado do Jornal, o Ricardo me ligou.

- Amor?

- Oi. – ainda não tinha acostumado com ele me chamando de amor. Era fofo da parte dele.

- Já tá saindo do estágio? Porque as crianças e eu estamos no estacionamento do Jornal te esperando pra ir ao shopping com a gente comer um lanche.

- Me deixa adivinhar, não tem comida na sua casa? – ele riu um pouquinho.

- Não tem e eles tão me enchendo o saco pra ir ao fast food que eles adoram pra pegar novos brinquedos do lanche infantil. – pude imaginar o Ricardo revirando os olhos com um sorriso nos lábios.

- Siiiiim, Clara vamos! – escutei a Laura falando ao fundo da ligação e o riso do Ricardo.

- Mas também quero que você dê umas indiretas às crianças sobre morar... Você sabe. – agora ele estava cochichando e nem precisava completar.

- Você ainda não disse a eles? – dei uma risada leve pela falta de coragem do Ricardo em contar a novidade para as crianças.

- Não, tô com receio de que eles fiquem bravos comigo e... Com você eles não vão ficar.

- Certo, darei uns indiretas pra eles do meu lindo prédio.

- Minha salvadora, agora desce logo porque estamos com fome.

- Tô indo!

Encerrei a ligação e corri pra mesa da Ana.

- Amiga linda do meu coração.

- Você não vai mais ao bar né?

- Não.

- Nem quero saber o motivo, mas espero que tenha um Ricardo no meio. – ela sorriu de um jeito safado que me fez rir.

- Sim, tem um Ricardo no meio.

- Ah então tudo bem, vamos outro dia então, sem falta! – ela cruzou os braços e fechou a cara pra oficializar que queria mesmo ir ao bar comigo. E na hora tive uma ideia.

- Encontro duplo!

- Quê?

- Você chama o Henrique e eu chamo o Ricardo, só temos que escolher um bar mais privado aqui da Avenida. – o sorriso da Ana abriu como se eu tivesse descoberto a cura da Dengue.

Com a bola toda - em revisãoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora