Capítulo 1: Posto de Estrada

61 7 7


O veículo tomou a larga estrada e seguiu viagem

O veículo tomou a larga estrada e seguiu viagem. Enquanto conduzia, o jovem estufou o peito e declamou:

— Essa história começa de maneira estranha! — deu uma leve ajustada no roteiro; coçou a cabeleira, ajustou os óculos quadrados e continuou a leitura. — Trata-se, em resumo, de um episódio inesquecível, protagonizado por três jovens sonhadores. Eles não tiveram muito êxito na infância, em virtude de suas qualidades excêntricas e da forma diferente de observar o mundo. Mas isso não vem ao caso, porque cresceram, conheceram-se durante a universidade e decidiram se unir em prol de um grande ideal: a conquista do sucesso!

— Espere aí, Arthur. — cortou a moça do banco carona. — Acho que ficou um pouco exagerado...

— Sério?

— Inicialmente a palavra deve ser "reconhecimento", e não "sucesso".

— Qual é a diferença?

— Existe uma enorme diferença.

— Eu não quero saber se existe uma enorme "diferença", e sim, qual "é".

Tentando evitar um novo bate-boca no banco de trás, Rob acabou se intrometendo:

— Não vamos entrar em outra discussão por causa do vocabulário, por favor... tive uma ideia! E se tentássemos adiantar os nossos codinomes?

— Acertamos que essa parte ficaria para o final.

— Eu sei que acertamos... — Rob retirou o cinto de segurança e se aproximou. — Mas se resolvermos logo essa parte, daremos um salto e começaremos a nos chamar pelos codinomes. Você por exemplo, Teh, poderia muito bem ser chamada de "Cachinhos Dourados"!

A moça caiu no riso:

— Só que não!

Dona de uma beleza típica brasileira, Stefani (ou "Teh", para os íntimos) era uma bela morena de olhos acastanhados, cabelos enrolados que tendiam para o louro, sor-riso faceiro e um corpo bem modelado. A risada dela era bem marcante, do tipo que contagiava a todos.

— Prefiro um codinome mais forte, entende?

— Que tal, "Steh Maravilha"?

— Hum... também não.

— Que tal, "Steh do Bairro"? — caçoou o motorista, o mais jovem da trupe.

— Definitivamente não!

— Lembra daquele velho que a elogiou no ponto de ônibus?

Stefani sorriu e tentou mudar de assunto (o que não aconteceu).

— Gostaria de não me lembrar!

— O que foi que ele disse, mesmo?

Rob memorou:

Sacanas do Asfalto (Degustação)Leia esta história GRATUITAMENTE!