Capítulo 1

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SAMANTHA

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SAMANTHA

- NATHAN DANIEL FREDERICK HARRINGTON, ACORDA!

Eu abri a porta do quarto de Nate como um furacão. Mais uma vez ele estava atrasado. Se eu ganhasse um dólar por cada um dos seus atrasos, provavelmente estaria milionária. Ele estava esparramado na cama, deitado de bruços e completamente nu. Eu o conhecia o suficiente para saber que essa posição significava que ele havia dormido bêbado. Mesmo com a minha gritaria, ele não quis levantar. Apenas emitiu um som impaciente e se virou ficando de barriga para cima. Por mais que ele fosse esculturalmente gostoso, eu estava tão irritada que sua nudez não conseguia me abalar.

Olhei para uma jarra de água sobre o criado mudo e me veio uma medida desesperada. Segurei a alça e virei o líquido sobre seu rosto, vendo-o dar um pulo assustado. Ótimo, pensei. Ele passou a mão no rosto e se sentou abrindo os olhos rapidamente e olhando para mim completamente confuso com aqueles lindos olhos azuis.

- Que merda foi essa, Sam? – perguntou com a voz sonolenta enquanto passava a mão nos cabelos bem curtos.

- Você está atrasado. – respondi – De novo.

- Estou cansado. – voltou a deitar.

- NÃO ME INTERESSA! EU NÃO MANDEI VOCÊ ENCHER A CARA! – gritei de propósito e ele gemeu irritado – Você tem quinze minutos para levantar e se arrumar. Se não estiver pronto nesse tempo, eu vou te arrastar daqui do jeito que estiver.

Saí do quarto batendo a porta. Nate era a única pessoa no mundo capaz de tirar minha paz de espírito. Ser assessora e empresária de um astro de Hollywood podia ser trabalhoso, mas quando esse astro era Nate Harrington, o trabalho atingia níveis quase impossíveis de administrar. Ele tinha tanto talento na atuação quanto tinha para beber e se envolver em confusões. Desci as escadas e fui até a sala de estar. A mansão de Nate era minha segunda casa. A sala de estar era ampla e clara, tanto nos pisos quanto nas paredes. No meio, havia um piso rebaixado em formato meio oval onde ficavam os sofás de um tom de café, com almofadas pretas e vermelhas. No canto direto, podia ser visto um bar decorado com mármore e madeira, com três bancos altos. Um pouco ao lado, estava a lareira também feita em mármore com um detalhe preto. A porta dupla para o jardim também era preta. Grandes janelas davam vista para uma parte do jardim e da piscina. O teto rebaixado era com de café com focos de luz que quando acesos davam uma iluminação suave. Nos cantos grandes vasos de plantas davam um pouco de vida ao ambiente.

Fui até um dos sofás e me sentei. Suspirei fechando os olhos enquanto esperava por Nate. Ele tinha quinze minutos antes de ser arrastado de casa estando ou não vestido, e ele sabia que eu era capaz de fazer isso. Lembrei que o melhor no momento era um copo de café forte e sem açúcar. Peguei minha bolsa sobre o sofá e fui até a cozinha para prepará-lo. Nate insistia em não ter uma cozinheira fixa, portanto se precisava de café, eu mesma teria de fazer.  Coloquei minha bolsa sobre a ilha central e comecei a preparar a bebida forte que o ajudaria a despertar.

Eu gostava de cozinhar, portanto a cozinha do Nate era um dos meus lugares favoritos. Era espaçosa, com duas ilhas, uma delas com três bancos altos de madeira. As paredes eram de uma cor marfim e os armários de madeira escura. Os eletrodomésticos eram de inox. As janelas também davam para o jardim e deixavam o ambiente bem claro. Fui até a cafeteira e comecei a preparar o café moído na hora. O cheiro logo preencheu o ambiente e eu fiquei tentada a também tomar uma caneca. Enchi duas no momento em que Nate apareceu na cozinha praticamente se arrastando. Ele estava de jeans, camisa simples branca e os óculos escuros pendurados na gola.

- Que bom que não vou precisar te arrastar pelado.  – comentei enquanto empurrava uma caneca para ele sobre a superfície de mármore da ilha.

- Dormi tarde ontem. – aceitou o café e tomou um gole fazendo uma careta em seguida – Está amargo.

- Porque não coloquei açúcar. Agora pare de reclamar porque você tem que estar no set de filmagens em vinte minutos. – olhei para o relógio em meu pulso.

Ele bebeu o resto do café e colocou a caneca vazia sobre o balcão. Peguei minha bolsa e coloquei sobre os ombros enquanto Nate tateava os bolsos da calça.

- Hmm, não sei onde estão meu celular e as chaves do carro.

- Como sempre, não é mesmo?

Eu saí da cozinha e fui até a sala de estar pegando sobre o bar o que ele estava procurando. Quando eu chegara à mansão, encontrei ambos largados pelo chão próximo à escada. Voltei para a cozinha e os entreguei na sua mão.

- O que seria de mim sem você, Sam?

- Nada, querido. Nada.

Eu agarrei seu pulso e o puxei para fora da cozinha em direção à garagem. Como de costume, eu vinha no meu carro e o deixava na casa de Nate enquanto íamos juntos a algum compromisso em um dos seus carros. Ele estava com as chaves da Lamborghini Reventon prata, portanto essa seria a opção de hoje. Esperei Nate destravar o alarme do carro e abrir a porta para que eu entrasse. Mas antes de fazer isso, me segurou pela cintura, me virou de frente para ele e me beijou. Acabei aceitando o beijo e passei um dos braços em torno do seu pescoço enquanto nossas línguas se entrelaçavam devagar. Nate deslizou a mão pela base da minha coluna por cima da blusinha florida que eu estava usando. Quando nos afastamos, ele sorriu.

- Bom dia, Sammy. – cumprimentou-me com o apelido que só ele usava.

E com isso ele se afastou e abriu as portas do carro. Sentei no banco do carona colocando a bolsa sobre meu colo. Ao sentar ao meu lado, Nate me puxou para mais um beijo antes de ligar o motor e arrancar com o veículo. Assim eram as coisas entre nós. Uma grande amizade, confiança profissional e sexo casual. Por que não transar com um homem lindo e disponível? Só se eu fosse louca, além do mais, há um ano quando comecei a trabalhar com Nate, ele havia deixado claro que seu interesse em mim ia além do profissional e em pouco tempo, estávamos na cama juntos. Alguns podiam até me achar uma vadia, mas se estivessem no meu lugar, também não recusariam os prazeres que Nate Harrington poderia proporcionar.

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Olá, pessoal! Boa tarde, tudo bem com vocês?
Decidi postar esse primeiro capítulo pra vocês analisarem e sentirem a pegada desse novo romance. Foi curtinho, só uma degustação... hahhaha. O que acharam dessa primeira aparição do novo casal? Preciso muito saber a opinião de vocês.
O livro será narrado por ambos, em primeira pessoa. Então vocês saberão exatamente o que se passa na mente de cada um.
É isso aí, galera! Nos vemos em breve em mais um capítulo e óbvio, a Contrato de Casamento ainda está rolando em seus momentos finais 😢
Continuem votando e comentando lá e adoraria ver os comentários aqui também! Vocês são demais 💋 beijos!

Amor de CinemaWhere stories live. Discover now