Capítulo 65

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Depois de eu ter realmente tomado um banho, coloquei uma camiseta enorme de Matthew que ia até meus joelhos. Ele estava com uma cueca boxer, deitado com as costas para cima, de um jeito preguiçoso.

Antes de ir dormir, fui para cozinha beber café, eu não estava com tanto sono. Sentei na sala, olhando pela grande janela de vidro, que tinha uma linda imagem dos grandes prédios, as estrelas que iluminavam a noite transmitiam um sentimento bom. Lembrei-me do livro que Richard havia escrevido, peguei o caderno na minha bolsa. Por sorte sua letra, não parecia rabiscos.

Quando criança eu imaginava, não ser um homem que sofreria, por amor. Aliás o amor tonar as coisas mais difíceis. Mas eu me tornei totalmente diferente: um homem que ama, que sente e não ignora. Tive diversas experiências amorosas, todas arruinadas. Meu coração não é de gelo, também não está machucado.. aprendi a não sofrer, nem esperar mais das pessoas. Lana. Minha primeira namorada, uma incrível garota de quinze anos que abalou meu coração de dezoito. Seus pais eram anarquistas, vivam em seus compromissos diários, enquanto Lana sempre estava solitária. Conquista-la foi fácil, apesar de tudo uma bailarina tem muitas habilidades, não só na dança. Mas tudo acabou quando ela foi aceita na academia de dança de New York.

- Emma? - a voz de Matt me interrompe.

- Estou na sala.

- Vem pra cama - sua voz é sonolenta, mas acabo vendo que já é uma hora da manhã, preciso dormir.

***

Richard

- Fala sério pai - Albert, era o homem mais teimoso que eu conhecia, tinha uma implicância com roupas estampadas. Minha mãe, diferente de muitas "mães" era uma coroa perua. Eu nunca falava nada, mas simplesmente ignorava, suas roupas, seu cabelo e seu cartão bancário.

- Chad filho, você tem que se vestir melhor - ele apontava para seu próprio palito, que estava mal passado.

- Ir de palito, para aula? - ri alto, pelo seu comentário.

- Desisto de você meu filho, desisto! - volta sua atenção para o jornal, que falava sobre o time local.

Pego as chaves do carro, logo estou dirigindo para Universidade. Hanna, uma garota da Espanha, sempre trazia cartas de amor para mim. Todo dia que eu chegava era a mesma coisa, as mesmas palavras.. ela vinha até mim e falava:..

- Oi Chad, espero que tenha um Bueno dia! - ela pisca para mim, entrega um papel e volta a caminhar para sua sala.

Abri o papel, havia nossas iniciais.. ReH. Com uma frase, sem sentido.
Se nada na vida der certo, aposte no impossível.

O impossível é só questão de opinião, que para mim á própria palavra já diz, IM-PO-SSÍ-VEL.

- Bom dia Manu - sorrio ao vê-la, sentada aonde era o lugar de Gisele.
Emmanuela, estava com uns jeans rasgados no joelhos, um pouco rebelde para ela.

- Que rebeldia é essa? - pergunto, olhando para suas pernas.

Suas bochechas ficam vermelhas, num tom engraçado, ela estava corada de vergonha. Cruza as pernas, para disfarça.

- É o que tinha para hoje - ela da de ombros.

Seu sorriso era lindo, seus dentes não eram perfeitamente alinhados, nem muito menos um branco que machuca os olhos; era simples mas marcante.

- Vai almoçar com seu.. namorado hoje? - minha pergunta, atrai seu olhar para mim.

- Irei almoçar aqui hoje - ela sorri e tira seu caderno da bolsa. - Espero que tenha comida boa hoje.

Novamente àquele sorriso aparece, fazendo meus batimentos acelerarem. Não há explicação óbvia, para isso. Não era um sentimento em si, até porque eu conhecia ela em menos de duas semanas.

- Comecei a ler seu caderno - ela coloca uma mecha atrás da orelha, fazendo aparecer mais seu rosto.

- Sério? Espero que goste - espero mesmo, até porque eu iria publica-lo, então queria que ela tivesse a oportunidade de ler antes disso.

- Bem, não li nem um capítulo mas logo termino - ela sorri.

- Não tenha pressa, o tempo é inimigo da perfeição - arqueio minha sombrancelha, olhando em seus olhos. Seu namorado iria ter que se cuidar.. a partir de agora.

***
Emma

Richard estava me olhando toda hora, isso me dava arrepios. Depois que o professor, acabou de explicar sobre o tema do livro O Morro dos Ventos Uivantes, ela liberou a turma mais cedo para almoçar.

- Então você tem uma irmã caçula? - ele voltava a perguntar, enquanto comíamos.

- Sim ela vai fazer sete anos, depois de amanhã - digo orgulhosa, falar de Savannah era bom.

- Sou filho único, então mão tenho esses privilégios - ele ri.

- Ser irmã dela é um privilégio mesmo - digo.

- Espero conhecer ela um dia.. - olho para ele, que continua de cabeça baixa. - Oportunidades não faltaram.

- Claro, quem sabe quando Matt vier me buscar algum dia desses peço, para trazer ela.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora