Capítulo 68 - One End.

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Nina.

- Amor, cadê a Nina?- Ouço meu pai perguntar a mamãe. Digamos que meu pai não entenda, que eu já cresci, e sim, eu posso sair sozinha, sem precisar dos dois. Eu já tenho 13 anos, eu sei me virar. Ele é o único que parece não entender isso, quer dizer, até o tio Adam já entedeu, e até me apresentou alguns amigos dele, mas isso só aumentou a vontade de meu pai matar ele. Meu pai é super-protetor, ele tem um ciúmes um pouco psicopata com minha mãe, e comigo.

- Tá por aí, relaxa, ela não saiu.- Minha mãe diz. Ela sempre foi mais liberal, diz que eu posso usar a roupa que eu quero (ao contrário do meu pai), pegar que eu quero, desde que eu esteja solteira, ser feliz, fazer o que eu quero. E isso não incluí nem fumar, nem álcool. Ela diz que não tenho idade ainda pra essas coisas, e eu até concordo, eu sei o que devo fazer. A campainha toca, e eu me levanto pra atender, e vejo meu pai saindo da cozinha também, com os braços cruzados. Abro a porta, e adivinha? Era o tio Adam. Ele abre um sorriso, e me da um abraço me tirando do chão.

- Que saudades, pirralha.- Ele diz, e eu sorrio. Ele sempre foi muito carinhoso comigo, ao contrário da filha de sua namorada, que estava logo atrás dele. Fecho a porta na cara da garota, que logo bate na porta novamente.- Nina, a Clara ta aí.- Ele ri.

- Sério? Não vi.- Digo, e tenho quase certeza que ela não notou a ironia na minha voz, mas meu pai sim.

- Marina, abre a porta.- Meu pai diz autoritário, e eu reviro os olhos abrindo a porta. Dou um sorriso forçado, e falo educadamente pra menina:

- Entra logo, se não quer que eu feche a porta na sua cara novamente.- Claro, sem que meu pai ou meu tio ouça, e ela com aquela cara de bunda que nunca tira (se é que tem como). Se eu ver essa desgraça a noite, sem sombra de dúvidas é pesadelo na certa.

- Mal educada.- Ela diz.

- Ao contrário, sou muito educada. Só sei dividir com quem eu uso, ou não minha educação.- Outro sorriso forçado.- Gente, eu vou ajudar minha mãe na cozinha, por que não tô conseguindo respirar aqui.- Digo.

- Por que?- Adam pergunta.

- Muita poluição, sabe como é né?!- Falo e ele não entende, meu pai como sempre, sim. Meu pai sempre entende as coisas que eu falo, e isso tem um lado bom, e um lado ruim. O bom, é que ele entende, e pega as coisas no ar. O ruim, é que ele entende tudo, então se eu quero ser mal educada, ele vai entender.

- Marina.- Ele chama minha atenção.

- O que?- Sorrio pra ele.- Muita poluição, papai.- Vejo ele morder a boca pra não rir, e nega com a cabeça. Vou pra cozinha, e me deparo com minha mãe sentada, comendo. Paro na porta, de braços cruzados tentando entender, por que achei que ela pudesse estar fazendo almoço.

- Que foi, esquisita?- Ela pergunta pra mim. Tão carinhosa..

- Achei que tivesse fazendo o almoço.- Respondo, ignorado o "esquisita".

- Olha minha cara.- Ela diz.- Você deveria estar fazendo o almoço, e aliás, tô com vontade de comer bolo de chocolate. Faz pra mim.- Pede dando seu sorriso mais meigo, não dá, ela é igual a mim demais pra eu cair nessa. Mas meu pai cai, nossa, ele sempre cai, esse é o bom de ter uma coisa da sua mãe, seu pai sempre vai se encantar por aquilo.

- Esse não rola, mãe, tenho um igual.- Imito ela, que ri.

- Af.- A gente começa a fazer o almoço, e logo colocamos tudo na mesa. Meus avós também chegaram, e bom, ali estava o lugar em que eu mais gostava de ficar. Com a minha família. O único lugar onde você sempre vai ter amor, amigos, alguém pra te amparar, e que nunca vão te decepcionar, muito menos vão embora. Talvez roubem alguns pedaços de carne seus, enquanto você está destraída *risos*, mas nada que cause discórdia, e que você não possa revidar. Aqui está um lugar em que eu nunca vou me cansar, nunca vou enjoar, e sempre vou amar. Ao lado do meu pai, e da minha mãe.

Obs: O livro vai ser diferentao e acabar no cap. 68 por que sim kkkk goxxxxtaram??? Espero que siim, um beijoo

Apaixonados por Acaso (EM REVISÃO)Leia esta história GRATUITAMENTE!