Beautiful

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Notas Iniciais: Haaaallo! Oi gente, então... Recapitulando, no último capítulo elas se 'conheceram', não há mais uma onipresença, parece que agora trataremos de realidade, não é? Vamos lá? Espero que gostem desse capitulo, boa leitura. 

Ps: Esse capitulo tem música, e Scars To Your Beautiful, da Alessia Cara, faz sentido, espero que ouçam, beijos.

Palavras.

Eu virava meu segundo copo de suco de laranja, havia acabado de chegar da minha corrida diária, estava focando nas palavras cruzadas da edição de hoje, eu gostava de apreciar meu trabalho, de olhar e me sentir orgulhosa sobre os desenhos do jogo. Hansen havia realmente seguido uma tendência de colocar as minhas doze em uma competição nacional, eu era a representante do Times, o que é uma responsabilidade e tanto.

Às vezes até eu me perdia nas minhas dificuldades.

O que aliás, não é de todo mal, não é uma raridade. Quem nunca se perdia em si mesmo de vez em quando? Seja nessa gama de pensamentos conflitantes, ou seja, nas próprias dificuldades, as vezes o nosso difícil, é difícil demais para nós mesmos, não faz sentido, mas eu não estou ainda no período do dia em que boas metáforas saem da minha cabeça, talvez depois do almoço eu consiga faze-las melhor, traçar boas analogias.

Pela manhã eu sou boa apenas para fazer duas coisas: correr, de mim, de você e de tudo, e fazer cruzadas.

Mas fazer cruzadas é sempre, não conta como especialidade da manhã.

Talvez só correr, isso.

"A previsão do tempo hoje conta com uma frente fria vindo sorrateira, frio, ventanias e um bom torrencial de chuvas. Preparem os agasalhos, a frente firme de frio em York está chegando."

Ler aquilo era como música para os meus ouvidos. Era um tempo que me impedia um pouco de correr, mas eu podia sentir o prazer do frio à vista. Eu amo frio, na mesma intensidade que amo Husky Siberianos. Pensar em Husky Siberianos me lembrou de um detalhe chocolate redondo e do sorrisinho gentil.

Ah o pão de mel da biblioteca.

Ela havia esbarrado em mim, duas vezes.

É um pouco coincidente, eu gosto de coincidências, traz boas sensações. Como se você fosse especial o suficiente para o universo repetir situações com você, como se você tivesse dele uma amizade duradoura. Como se não fosse só coincidência, como se realmente tivesse mesmo que acontecer.

Destino.

Tracei na folha de rascunho ao lado do meu copo vazio de suco.

Eu preciso me arrumar para ir ao trabalho!

Ergui-me da cadeira rapidamente, recolhendo os recipientes sujos que havia utilizado para sanar minha fome.

Talvez se eu não fosse cruciverbalista, eu seria maratonista, eu sou quase especialista para vestir roupas em tempo recorde.

Já estava arrumada, empurrando as chaves no bolso do sobretudo enquanto descia os degraus de entrada do meu prédio, acenando para Kevin. Senti o corpo me empurrar, ombro contra ombro. Ergui o olhar, virando meu rosto, tentando perceber se era uma forma esguia feminina, mas pausei no lugar encarando a forma masculina em um sobretudo negro.

- Oh, me perdoe. – Falou me olhando curiosamente. Segurou em meu ombro, me apoiando em pé. – Foquei nele, mas acenei.

- Tudo bem... Nada demais. Isso acontece. – Ele assentiu, se afastando e voltando a levar um telefone ao ouvido. Se afastando em meio à multidão que caminhava pelas calçadas. Foquei em caminhar em direção ao metrô.

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