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Capítulo 6

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Olá leitores, como estão?

Será que Miguel vai cair em tentação hoje? 

Vamos ver. 

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CAPÍTULO VI

Sem conseguir desviar os olhos daquele homem, sentei-me em um banquinho de madeira branca perto do campo, sob o sol fraco daquele fim de tarde, assistindo ao seu espetáculo, como se estivesse mergulhada em uma espécie de transe. Miguel parecia um dos meninos, tão descontraído, jovial e alegre quanto todos, a diferença estava na aparência, masculina demais, a bermuda apertada revelando uma deliciosa protuberância na frente, de onde meu olhar se recusava a sair.

Por fim, ele notou minha presença e pareceu travar, mudando rapidamente de postura, mostrando-se mais sério e formal, como se estivesse envergonhado da forma como agia. Acredito que não tinha noção do quanto estava sendo irresistivelmente charmoso jogando futebol como um garoto despreocupado. Sob os protestos dos meninos, que insistiam que continuasse participando do jogo, correu até uma das traves e vestiu a camiseta branca que estava pendurada ali, para em seguida vir ao meu encontro.

— Faz horas que você está aí? — indagou, ofegante, suado, sentando-se ao meu lado, o cheiro de suor limpo me atingindo em cheio, causando-me um calor gostoso abaixo do umbigo. Olhei seu rosto de perto e senti vontade de morder seu queixo másculo, coberto por uma barba rala; de tocar os músculos dos seus braços só para me certificar de que eram duros como pareciam. Suspirei, sufocando minha libido que parecia ter se tornado desenfreada do dia para a noite. Acho que o fato de aquele homem ser proibido me fazia desejá-lo mais que o normal, era a única explicação para tanto desejo aflorando dentro de mim.

— Acabei de chegar. Não queria atrapalhar a diversão. Desculpe.

— Não precisa se desculpar, eu devia estar te esperando, mas essa turminha quando decide que quer o técnico participando do jogo, ninguém consegue convencê-los do contrário.

Olhei para o bando de meninos que continuava o jogo, ora ou outra me lançando olhares desconfiados. Eram lindos, não se pareciam nada com os garotos de rua desnutridos e maltrapilhos que se via nas avenidas do Rio. Esses eram bem cuidados, limpinhos, com cara de crianças saudáveis, nem se pareciam com órfãos.

— De onde vem esse tanto de criança? — indaguei realmente curiosa. — Só tem gente rica na cidade, como podem abandonar os filhos?

Miguel sorriu amplamente, seus olhos azuis brilhando para mim, deixando-me encantada.

— Não são de Montana. Eles são trazidos por assistentes sociais de todos os lugares. Na maioria das vezes das grandes capitais e do sertão nordestino, onde são assolados pela fome e pela seca.

Senti um aperto estranho no coração. Eu já tinha ouvido falar, nos noticiários da televisão e até na internet, sobre a fome no nordeste, mas era uma realidade tão distante que parecia uma lenda, até aquele momento.

Desejo Proibido (AMOSTRA)Read this story for FREE!