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Pen Your Pride

Decisões

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Cansado, Alexander conferiu novamente as horas e percebeu que Douglas estava mais de vinte minutos atrasado. Este sabia que o assunto era importante, fora alertado, qualquer tipo de atraso era intolerável.

Ele simplesmente odiava esperar. Não suportava pessoas que se atrasavam em seus compromissos. Considerava uma grande falta de educação deixarem-no esperando, quando tinha milhares de coisas para fazer.

Desde que comprara aquela empresa há quatro meses, não tinha feito outra coisa senãocolocá-la nos eixos. A transação fora relativamente fácil. O antigo dono estava desesperado para desfazer-se de um negóciopouco rentável, e ele queria investir no ramo petrolífero. New Orleans era um grande polo industrial desde a passagem do Katrina, quandotoda a cidade fora desestruturada. Alexander apenas comprara uma empresa mal-administrada,fazendo o que melhor sabia fazer: transformar.

O celular vibrou no bolso. Alexander o olhou rapidamente e notou que havia uma mensagem de Kate convidando-o para jantar. Ela sempre fazia isso, começava com um simples e inocente encontro, para terminar enroscada nos lençóis de algum hotel, com ele.

Sorriu ao pensar no que poderia fazer com ela naquela noite.

Abriu a caixa de textos e digitou uma resposta. É claro que estava disposto a sexo fácil,sem mais envolvimentos.

O sim chegou até Kate, que respondeu rapidamente, desesperada por atenção: "Estarei esperando às nove, no lugar de sempre."

Claro que ela estaria. Era fácil ter Kate nosbraços, e sem muito muito esforço, já que ela mesma se oferecia. Ela era quente e atendia àsexigências dele prontamente, assim como Ellen, Andrea e tantas outras.

— Senhor Alexander, Douglas Wollfang está aqui — Amber, a secretária, avisou ao entrar na ampla sala.

— Mande-o entrar — ele disse, ajustando-se na cadeira.

Menos de um minuto depois, o advogadoentrou na sala, sorrindo entusiasmado. Trabalhava para Alexander desde o início das negociações decompra da empresa, e o CEO tinha que admitir o quanto ele estava sendo útil ao seu lado. Decidiracontratá-lo devido às recomendações de alguns amigos que já tinham usado o serviço dele.

— Alexander, como está? — O homem ofereceu a mão em um cumprimento amigável.

— Ótimo e, se me permite dizer, você também parece muito bem — Alexander comentou enquanto se sentava.

Sabia que poderia parecer desumano, mas havia aprendido muito cedo que um elogio abre portas, por mais falso que seja. Questão de sobrevivência.

— As coisas não poderiam estar melhores. Mas suponho que você não me chamou aqui para falarmos sobre os prazeres da vida, estou certo?

O rapaz era direto, exatamente como o chefe exigia.

— Você sabe que não — Alexander respondeu secamente.

— Imagino que dirá o motivo, então. — Douglas se inclinou na cadeira e arqueou uma sobrancelha, recebendo do outro um olhar irritado. Obviamente, sabia o que estava fazendo ali.

— Quero que convoque uma reunião com o conselho o mais breve possível — informou Alexander, procurando uma pasta que tinha deixado em uma das gavetas da mesa.

Douglas se retesou contra a cadeira.

— Vai levar aquela ideia adiante? — perguntou em um tom de desgosto evidente.

— Você sabe que eu vou. O contrário não é uma opção.

Nunca fora uma questão de escolha para Alexander. Ele apenas tomava as decisões de acordo com o que as situações exigiam. E nunca hesitara para isso.

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