Capítulo 5

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Olá leitores, como estão?

Vamos ver mais um pouquinho dessa história que estou amando escrever!

Espero que gostem. 

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CAPÍTULO V

Acordei as dez horas na manhã seguinte. Paguei a diária a uma desconfiada dona Dolores, que desta vez não me viu chegando devido ao horário. Enquanto esperava por Miguel, sem saber ao certo se ele viria com a proposta de emprego no seu orfanato, como Valentina supôs, fui a um restaurante pequeno que ficava ali pertinho, onde almocei sem pressa alguma.

Tinha acabado de retornar à pensão, estava sentada na cadeira de macarrão confortável na varanda do quarto, onde havia outra hóspede amamentando um bebê, alheia a tudo à sula volta, quando ouvi o ronco do motor da moto estacionando na frete da casa e meu coração festejou em antecipação, porque o plano estava começando a dar certo. Não saí do lugar, esperei que entrasse e logo Miguel surgiu do corredor, caminhando devagar, exalando charme em cada movimento do seu corpo grande e másculo, tão irresistivelmente que a outra hóspede quase deixou o bebê cair no chão para olhar na sua direção, tão fascinada quanto eu.

Olhar para aquele homem era como encontrar um balsamo para todas as dores da vida, seu rosto lindo exprimia um magnetismo tão cativante que roubava a atenção de tudo mais a sua volta; a expressão dos seus olhos era serena e tranquilizadora, desprovida de qualquer malícia ou maldade e agora eu podia entender o porquê: ele era um homem de Deus, um benfeitor que gostava de ajudar as pessoas, cuja inocência em breve eu roubaria, agindo como a cobra que deu a maçã a Eva. Pelo menos ele não era mais virgem, eu supunha, já que viajara com Valentina pelos países da Europa antes de se tornar padre.

— Boa tarde. — ele falou ao se aproximar, exibindo aquele sorriso que deixaria qualquer mulher sem fôlego, a voz grossa causando-me um arrepio.

— Boa tarde. — dei uma boa olhada no seu corpo musculoso por baixo da calça jeans e da camiseta de malha preta. Tinha os ombros largos, o peito estufado, os quadris estreitos e as coxas grossas, bem definidas; os cabelos castanhos claros, escorridos, estavam desalinhados pelo uso do capacete que trazia pendurado no braço. Definitivamente o Vaticano devia sancionar uma lei que proibisse homens tão bonitos de se tornarem padres, pois era impossível olhar para ele e não desejar ver aquilo tudo diretamente, sem o empecilho das roupas. — O que o traz aqui? — indaguei, relembrando nosso ultimo encontro com constrangimento.

— Vim falar com você.

— Senta aí. — gesticulei para a cadeira ao meu lado e lambi os lábios, sensualmente, antes de cruzar uma perna sobre a outra, deixando minha coxa grossa totalmente à mostra pela fenda na saia longa. Ele nem olhou.

— Você já arranjou emprego? — indagou, sentando-se.

Fiz a minha melhor cara de vítima, pois o fato de ele ser um bom samaritano que gosta de ajudar as pessoas, era o meu passaporte para chegar até sua cama.

Desejo Proibido (AMOSTRA)Read this story for FREE!