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               Frederico Borges

— Então, filho, achou a Malu?— pergunta minha mãe, quando chego em casa.

—Não. Eu não vi nada na rua. — Falo preocupado.

—Voce acha que ela foi embora?

—Provavelmente. —Olho ao redor, notando que a bagunça do jantar já foi arrumada e que Gabriela já não se encontra aqui. —Cadê a Gabriela, mãe?

—Depois do sermão que dei, e de ter dito que iria narrar o que aconteceu aqui, para seu pais, ela foi embora.

—Menos mal. A última coisa que queria neste momento, era ter de lidar com a Gabriela.

—Nunca imaginei que Gabriela pudesse ser tão deselegante, tão mal educada. —Dona Nair está inconformada. — Ela insultou a Malu gratuitamente. Sem motivo algum! E eu ainda pensei em ver vocês dois juntos— balança a cabeça, em negativa. — ainda bem que você conheceu a Malu, porque, se não, eu ainda insistiria que vocês ficassem juntos.

— É... Ainda bem.

Para onde será que Malu foi? Será que foi para casa? Ou para outro lugar? Ela não teria outro lugar para ir, a não ser sua casa.

Pego meu celular e, já com o número de Malu decorado, começo a digitar seu número.

—Não ligue para ela. —Diz de repente.

—Por que não?—Encaro minha mãe, com o cenho franzido.

—Porque ela deve estar, erroneamente, se sentindo culpada com o que aconteceu, meu filho. Deixe-a um pouco sozinha. —Se aproxima e segura meu braço carinhosamente. — Tenho certeza de que é isso que ela deseja.

—Tudo bem. — Suspiro derrotado. —Mas amanhã eu irei até a casa dela!

—Sei que vai. —Ri, balançando a cabeça.

             

                                   ***

Não dormir a noite toda.

Fiquei acordado, repassando tudo o que aconteceu desde que conheci a Malu, até ontem, quando tive a certeza de que estava apaixonado por ela.

Como eu fui tão tolo de deixar as coisas chegarem a este ponto, de não parar de pensar um só segundo, de planejar coisas futuras, com Malu?

Mas devo admitir, eu não me arrependo de absolutamente nada.

Faria tudo de novo.

Com Malu. Somente com ela.

Depois de virar e revirar na cama, eu levando e vou tomar um banho decidido a ir logo pela manhã a casa da Malu.

De banho devidamente tomado, ainda de toalha, ouço meu celular apitar anunciando uma nova mensagem.

E o que eu leio me deixa desesperado:

Desculpa por ontem. Não sei o que deu em mim. Peça desculpas em meu nome para sua mãe. Eu sinto muito, de verdade. Não precisamos continuar com isso.

                Até qualquer dia,

                                                 Malu.

Ela está acabando com tudo? É isso?

A Malu terminou comigo?

Não pode ser. Ela não poder ter terminado pelo o que aconteceu ontem. Não foi culpa dela, okay, ela teve um pouco de culpa, mas foi tudo extremamente justificável. A maluca da Gabriela a provocou.

Me arrumo rapidamente, pego a chave do carro e minha carteira, e vou direto até o prédio onde Malu mora.

Quero uma explicação. E caso eu não obtenha, contarei sobre meus reais sentimentos para com a Malu.

Eu a amo.

                               ***

Depois de demorar mais que o esperado - o trânsito caótico daqui de São Paulo e minha ansiedade não ajudou em nada - eu chego ao meu destino.

Desco, e subo direto até seu andar.

Pela primeira vez eu agradeço não ter porteiro aqui.

Bato em sua porta e não obtenho respostas.

—Malu! — Bato de novo.

—Menino, será que dá para parar de bater nesta porta? Tem gente querendo dormir. —Uma senhora cheia de BOBs no cabelo abre a porta e, com  cara inchada, me repreende.

—Me desculpe, moça. — Minha mãe me ensinou uma vez, que se tem uma senhora brava, e você a chama de senhora, sua irritação vai a loucura. E sim, minha mãe é assim. — A senhora sabe se a Mulher que mora aqui está?

—Não. Ela não está. Foi visitar os país no interior, ela até deixou a chave comigo. —Me responde bem mais calma. Eu não disse? — Ela saiu não tem nem meia-hora. E você não tem celular não? Eu eim?!

—Ah sim, obrigado, moça. — Sorrio.

—Esses jovens de hoje em dia estão cada vez mais avoados. Deus é mais! — A ouço resmungar, já dentro de casa.

Malu foi visitar os pais me deixando aqui, doidinho da Silva.

Ah, Malu. Por favor, volte logo.


Espero que tenham gostado.


Estão afim de ganhar marcadores? Então, durante a bienal que teve aqui em São Paulo, eu consegui vários marcadores. E irei fazer um sorteio.

Para participar é muito simples, basta comentar o que estão achando da história e no final colocar a hastag #Frelu.

Simmmm Frelu! Shipparam nosso casal, não é fofo?!

Irei numerar os comentários e fazer o sorteio.

Serão dois lindos marcadores, mass teremos mais sorteios no decorrer da história.

O resultado sai na segunda-feira junto com o capítulo 17.

Comentem e votemmmmmm💜💜

Beijosssssss.

Laís.

Mentira ApaixonanteOnde as histórias ganham vida. Descobre agora