Capítulo 12

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Olá, meus lindos!

Mais um capítulo de "O canto do cisne" para vocês.

Estou pensando em postar outro amanhã, o que acham? :D

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Fiquem com o capítulo de hoje:

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Lúcia foi até a cafeteria de que ela e Elena mais gostavam e pediu um café mocha com leite desnatado. Quando a xícara com espuma chegou sem desenho de coração, teve vontade de chorar, mas se controlou. Tanta coisa acontecera nas últimas horas que mal tivera tempo de digerir toda a situação. Perdera o namorado em uma briga de egos estúpida e, agora, estava sozinha para resolver um problemão. Sem contar que estava para perder a melhor amiga para uma maldição absurda que só se via em contos de fadas.

Massageou as têmporas, pois a cabeça latejava. Tomou um gole do café e até este parecia sem graça. Respirou fundo, engolindo o choro, o pessimismo, e começou a trabalhar. Contataria todos os ex-amores de Elena.

A lista de ex-namorados dispostos em rever Elena foi diminuindo consideravelmente conforme ela entrava em contato com cada um deles. Enviou e-mail para cada um, convidando para uma conversa em casa – à noite –, se fosse como na história, Elena voltaria ao estado natural à noite. A resposta que mais recebeu foi: "Não, obrigado". Mas, com muita insistência dela, aceitaram.

Elena tinha passado na vida de cada um deles como um furacão, e como tal deixara destroços e algumas vítimas para trás. Embora jamais assumisse, Elena era a rainha do drama. Adorava se envolver com caras problemáticos e adorava ainda mais fazer cena, como se jogar contra a porta depois de tê-la batido com força e se esparramar pelo chão aos prantos, dizendo que o amor era uma faca de dois gumes. Lúcia sempre achava graça disso e não se surpreendeu nem um pouco quando Elena lhe contara que viraria atriz.

Na "fase de luto", Elena cantava a plenos pulmões músicas de pé na bunda e, superada a temida fase, ela voltava a cantar músicas de amor. Era assim que sabia quando a amiga estava se apaixonando novamente. Como por exemplo, na semana passada, quando pegou Elena soltando a voz com "The trouble with love is".

Lúcia ficou imaginando quem seria esse a trazer problemas para a amiga e seu coraçãozinho tão conturbado. Eram muitas opções, por isso começou pelos exs, mesmo aqueles insuportáveis, como Marcos, que fez questão de dizer que estava melhor sem Elena, para logo em seguida perguntar se Elena falava dele ou se estava saindo com alguém. Outros dois se recusaram veemente a comparecer. Um deles afirmou que pagava terapia até hoje. Outro estava de casamento marcado. E, por último, o babaca que dava em cima dela quando Elena virava as costas. Mas como estava desesperada, Lúcia contatou-o mesmo assim. Valia tudo no amor e na guerra. E Lúcia sentia estar vivenciando os dois casos.

Terminada a lista de ex-namorados, encontrou um tal de Diego nas conversas mais recentes do WhatsApp e achou promissor. Enviou mensagem pelo aplicativo e combinou um jantar.

"Pronto. Algum deles tem de ser o cara!" – concluiu, um pouco mais sossegada.

Terminou o café e esticou a mão para chamar o garçom, mas, sem querer, esbarrou na bandeja de alguém. Papéis caíram na recém-criada poça de café.

– Ah, me desculpa, moço! – Lúcia foi catando as folhas que tinha derrubado. As bochechas vermelhas porque, além de ser atrapalhada, era uma ruiva sardenta e branquela.

– Tudo bem. Foi um acidente. – A voz grave e cadenciada chamou a atenção de Lúcia que, discretamente, fez uma rápida vistoria enquanto o ajudava.

"Mas esse homem é um pecado ambulante!"

– Já peguei tudo aqui! – ele comentou, alheio ao que se passava na cabeça da ruiva.

"Imagino..." Lúcia pensou, cheia de malícia, mas disse:

– Faltou essa aqui!

Ao entregar a folha ao homem, reconheceu o texto. Tinha passado um bom tempo lendo aquelas falas.

– Você, você...

– Eu?

– Como arranjou esse texto?

– Isso aqui? – Virou a folha para dar uma lida. – São as minhas falas. Sou ator.

Lúcia arregalou os olhos. Não acreditava em coincidências, mas sim na preparação e na oportunidade. Era daí que vinha sua sorte. Sorriu.

– Sou amiga de Elena. Você deve conhecê-la.

– Elena? – O semblante dele mudou de despreocupado para em alerta. – Ela está bem? Não apareceu ao ensaio hoje, nem atendeu ao celular.

"Pensa rápido!", Lúcia se obrigou.

– Ela adquiriu fotossensibilidade. Impossível sair sob a luz do sol – disse isso com cara de "poxa-para-você-ver-como-são-as-coisas". Elena teria se orgulhado de sua encenação.

– Isso tem cura? – ele perguntou, visivelmente preocupado.

– Tem, sim. Só é muito difícil de encontrar.

– Por quê?

– O que ela precisa não tem em todo lugar.

– Estou aqui, se precisar – disse isso com uma sinceridade que fez Lúcia se emocionar.

– Você por acaso se chama Diego? – questionou, esperançosa.

– Não. Sou Samuel. Desculpe a falta de educação.

– Quem tem de se desculpar sou eu! Acabei com seu café e seu trabalho... – Voltou a ficar vermelha – Vou te pagar outro. Por favor, sente-se.

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O Canto do Cisne: Um conto de fadas modernoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora