Capítulo 4

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Olá leitores, como estão?

Vamos de descobertas. <3 

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CAPÍTULO IV

Passava das dez horas da noite quando deixei a pensão decidida a conseguir o dinheiro da passagem de volta para o Rio, e quem sabe um pouco mais. Fiz a árdua caminhada até a rua que escolhi para fazer ponto, no centro, usando a saia longa e a blusa comportado que comprei mais cedo. Chegando ao lugar determinado, antes de mais nada escondi-me em um beco escuro para enrolar a saia na altura da cintura até que se tornasse um minissaia e amarrar a blusa acima do abdômen, deixando o umbigo de fora. Fui para a calçada bem iluminada, desprovida de pedestres, com um bom movimento de carros passando, dos modelos mais caros e luxuosos. Recostei-me a um poste, posando de forma sensual e comecei a jogar piscadelas e beijinhos para todos que os motoristas, da forma como estava acostumada a fazer, embora nunca antes tenha sido tão constrangedor, devido ao fato de que era apenas eu ali. Em Copacabana havia dezenas de garotas fazendo a mesma coisa, então se tornava algo habitual. As pessoas nem estranhavam mais, apesar de que muitas ainda discriminavam.

Em Montana, aquela gente certamente nunca tinha visto uma garota fazendo ponto nas ruas, afinal todos pareciam muito bem de vida, ninguém precisava disso, o que fazia de mim uma aberração aos olhos delas.

"Fica calma, Manuela. É só por uma noite" Disse a mim mesma.

Todos os motoristas reduziam a velocidade para me olhar, não apenas atraídos ou espantados, pelo pouco que conseguia ver, pareciam mortificados. Um deles quase bateu de frente em um poste de tanto que girou o pescoço para olhar para trás.

As horas foram se passando e ninguém parava, apenas olhavam. Alguns davam a volta no quarteirão para olhar de novo, mas parar que é bom nada. Eu já estava começando a acenar com a mão, como uma desesperada.

"Mas que merda! Será que só tem veado nessa maldita cidade!" Me impacientava.

Por fim, alguém parou no acostamento, logo adiante, numa BMW luxuosíssima que tinha dado a volta no quarteirão. Fui até lá quase correndo, respirando fundo para acalmar os nervos e esboçar o meu melhor sorriso.

Minha surpresa foi colossal quando o vidro escuro da porta se abriu e vi a mulher loira, muito bonita e sofisticada, ao volante. Definitivamente cair de boca numa perereca não era meu esporte preferido, mas eu não tinha muitas opções, portanto não podia dispensar. Principalmente porque era uma mulher que parecia ter muito dinheiro, eu podia cobrar quanto quisesse que ela pagaria. Além do mais as lésbicas preferiam saborear o corpo de uma mulher, eu já tinha saído com algumas antes. Podia me deitar, relaxar e pensar na minha volta para o Rio enquanto ela me lambia toda.

— Olá. — falei, mostrando meu sorriso largo.

— O que você faz aqui? — ela perguntou.

Desejo Proibido (AMOSTRA)Read this story for FREE!