Capítulo 58

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Três horas, três horas foram o equivalentes para resfriar a cabeça.
O tempo estava quente, o sol entrava pelas gretas da janela. Eu estava acordada há três horas, sem conseguir pregar os olhos. Faltava alguns minutos para o despertador tocar. Antes de ele ir embora, ele havia pedido..

"Por favor, eu sei que não é fácil acreditar, mas pelo menos deixa eu tentar te reconquistar".

Essas palavras me encomodaram a noite inteira, não permitindo que eu dormisse direito. Era como se ele ficasse sussurrando em meus ouvidos, como se eu sentisse o seu hálito de menta, queimando em minha pele.

***

Ao chegar na Universidade, todos estavam em seus mesmos lugares, então obriguei-me a sentar no meu.

- Bom dia - Richard, falou sorrindo.

- Bom dia.

Senti falta de Gisele, em sua mesa, talvez iria chegar atrasada, algo assim. Minhas pálpebras ficavam se fechando, sozinhas. Eu estava exausta. Ao decorrer da aula, Gisele não veio, nem Richard voltou a falar algo. O resto da turma, eram quietos.

O horário do almoco havia chegado, eu mal percebi se não fosse pelo Richard me cutucar. Eu havia dormido.

- Oooow, nem acredito que adormeci -ri, ao pensar sobre dormir de boca aberta.

- Então, vamos almoçar? - ele pergunta retirando seu moletom, deixando sua camisa a vista.

- Vamos, vamos.

***

No final de semana, eu estava sentindo-me satisfeita. Talvez não pelo fato de ter tudo ido conforme esperado, admito fracassar ficar longe de Matt. Mas minha mãe, havia permitido ele ir na nossa casa ver Savannah. Eu evitava ao máximo estar nesse momento.

- Mas ver aqueles olhos, aquele sorriso sem falar naquele corpo - eu dizia para minha mãe, enquanto ela fazia cara de aprovação.

- Filha, as vezes pessoas merecem segundas chances.

- Mas mãe, eu prometi tentar ser amiga dele novamente... mas..

- Mas nada Emma.

- Mãe eu não quero ir no cinema.

- Você vai no cinema Emma.

- Mãe!

- Me diga porque não?

Minha mente me levou a uma viagem de lembranças, as quais eu não queria voltar a pensar. Nosso primeiro beijo, naquela brincadeira da garrafa, foi de um certo modo sensual. Talvez não era o que passava pela minha mente, mas era. O seu toque, era ardente, sentiaseus dedos percorrerem a linha do meu pescoço...

- Emma? - Frida, atrapalhou o momento.

- Eu vou, mas você não aceite por mim novamente - aponto para ela, culpando-a por isso.

- Mamãe, eu posso ir dormir agora? - Sasah caminha com sua boneca de pano até nós.

- Claro, meu anjinho - Mamãe responde.

- Você tá bonita mana - ela sorri.

- Você sempre ta linda Saah.

- Eu sei, boa noite - ela caminha arrastando seus pés.

- Eu te amo mãe - digo ao abrir a porta e avistar o AudiA4.

Ele não saiu do carro para abrir a porta como fazia antes, nem ao menos foi cumprimentar minha mãe. Seu olhar percorreu meus corpo de um jeito assediador, ele não deixava de ser o mesmo. Isso era intimidador, o quanto mais eu o barrava menos ele se importava.


- Boa Noite Emma.


- Matthew.


- Nós iremos ver qual filme? - ele pergunta voltando sua atenção para a estrada, noto uma nova tatuagem em seu pulso. Ele estava com uma camiseta azul, com um calção jeans, intrigante mente sexy. Não podia pensar nisso, não mesmo. Eu devia pensar em flores..flores são cheirosas.. mas o cheiro do perfume que exilava dele era estupendo.


- Então como foi a primeira semana de faculdade? - Matt interrompe meu pensamento, sorrio.

- Foi demais! - não sei o que falar para ele, até porque eu não devia satisfações.


- Soube que fez novos amigos.. - o seu sorriso mais maligno aparece, deixando-me sem folego.

- E-eu conheci bastante gente interessante - menti.

Percebo que ele fica serio, sem tirar as mãos do volante, ao parar na sinaleira.. seu rosto se vira em minha direção. Era estranho como em pouco tempo, fomos tão próximos um do outro, logo depois tal distancia fez tudo ficar igual a antes.

- Você esta muito atrevida com essa roupa.

Atrevida? Desde quando isso pertence ao seu vocabulário?!

- Falei algo que não gostou? - indaga.

- O que andou fazendo nesses dias? - pergunto mudando de assunto, ele olha para o carro da frente que dá a partida. Aperta com força o volante, pois seus dedos ficam vermelhos.


- Eu estou saindo, conhecendo novos lugares.. - ele não me olha, isso era mentira, ele não conseguia mentir olhando para mim.

- Saindo com novas garotas? - sinto um ciúme avassalador.

- Depende de que tipos de garotas, normais ou pagas para o serviço? - ele sorri diabolicamente, idiota. Ele estava mentindo, mas mesmo assim meus estomago formigava de raiva.


- Engraçado, você consegue alguém mesmo sendo louco? - pergunto, olho pelo vidro, as estrelas estavam no céu oferecendo uma noite brilhante.

- Engraçado, que eu não consigo o alguém por quem sou louco - ele fala sua mão para na minha coxa. Por cima dos malditos jeans, mas isso não podia estar acontecendo.


- Matthew, por favor não complica as coisas - falo ofegante, o ar do carro não conseguia me deixar fresca, eu estava com um calor estrondoso.


- Emma, facilita as coisas para nós. Eu sei que você sente minha falta, mas nega para mim - ele estaciona o carro, em frente ao cinema. - Você acha que eu realmente não percebo, o quanto sua respiração acelera quando estou perto.. - ele se aproxima de mim. - Ou quando você fica afetada ao falar sobre isso, ou mesmo negando sentir algo fica corada comigo.

- Matthew, isso tem que parar - fico sem saída.


- Isso? - antes de eu falar, suas mãos estão em minha nuca e seu beijo esta dominando meu ser por completo.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora