Prólogo

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Noite calma. O ambiente estava ameno, com ausência de qualquer ruído. Era mês de julho. Por causa do lago, a temperatura baixa provocava uma atmosfera fria, com uma neblina pouco espessa. Dentro da residência, o silêncio tomava conta do espaço. Nos cômodos, escutava-se somente o ranger do soalho de madeira velha, com passos ásperos, envolvendo pequenos rumores.

— Sete, oito, nove e.... dez! Quem se escondeu, se escondeu. Quem não se escondeu, não se esconde mais! — disse o garoto, debruçado na parede.

A casa é um sobrado. Na sala, no andar de baixo, a mulher arrasta um móvel bem no canto da parede. O chão tem uma tampa, é um porão. Com a chave na mão e tremendo, ela tem muita dificuldade em abrir o cadeado. Visivelmente nervosa, ela quebra a chave. Imediatamente, ela corre até a cozinha e procura qualquer objeto. O desespero aumenta a cada segundo. Na gaveta do armário tem um martelo. Ela volta correndo e quebra o cadeado. A menina, que a acompanha, entra rápido no porão e a mulher puxa o móvel de volta. Aflita, ela corre para o outro lado, para despistar.

Segundos depois, o corpo de um homem é jogado do andar de cima. Com o rosto todo sangrando, seu olhar provocava temor. Estava morto. A menina fica trêmula, vendo tudo pelo vão da tampa. De repente, um silêncio. A cena fica mais agoniante. A menina não pisca e quase não respira. Tudo parecia ter acabado, mas num brusco movimento, apenas um olho aterrorizante aparece no vão. Ela se afasta para o fundo. O móvel é jogado longe. A tampa se abre e a sombra aproxima-se dela. Tudo termina ali. 

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