- Os Jardins da Realeza -

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Apresentando: Lorenai, personagem de Os Guerreiros de Alquemena  



Por um instante minucioso você pensa ter visto chamas purpúreas saindo da lenha queimada da fogueira, abrindo e fechando seus olhos para checar a veracidade da sua visão. Fora apenas uma impressão gerada pela intensidade e obscuridade do conto anterior. O fauno Naví narrara uma história assombrosa, de certa forma, e que lhe deixa perplexo durante alguns minutos. Após todos na roda se recuperarem, outros ouvintes chegam, entre eles uma amiga muito querida sua - vocês já se conhecem há quase mais de seis Ciclos e recentemente viajaram para terras distantes em Asgaha, o que fortaleceu a amizade e lhe deixou mais feliz por tê-la contigo durante esta próxima história.

Todos atentos, o fauno oferece mais chá e você aceita. A manhã quase brilha no sereno que se condensa no céu do fim da madrugada. Ele puxa um último pergaminho da bolsa e é possível ouvir os suspiros de tristeza dos parceiros de roda - a noite chegava ao seu limite e com ela Naví contaria somente mais uma história. Foram horas a fio maravilhando-se no universo descrito pelo filho do Elemental, mas tudo que é bom dura pouco e sempre temos a nossa hora de partida neste plano terreno. O que conforta o seu coração, que bate inquieto de ansiedade para o próximo conto, é que estas histórias nunca se esvaecerão pelos ventos, elas serão contínuas, e brevemente você poderá voltar para elas.

Ao voltar, sentirá como se estivesse em casa.

- Agradeço a presença de todos vocês, meus queridos novos amigos! - O fauno faz uma mesura, apanhando uma flauta de sua bolsa para tocar uma canção de gratidão - Foi belíssimo conhecê-los, espero que minhas histórias fiquem para sempre gravadas em vossas memórias. Em gratidão pela presença e por ficarem até agora aqui comigo, chegou a hora de conhecerem a futura Rainha Alquemena...


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Uma luz tênue atingiu-a nos olhos, despertando os seus sentidos novamente. Ela acordou arquejando, pálida, e permaneceu deitada até que as pontas dos dedos dormentes parassem de formigar. Sobre o seu peito havia um livro pesado, de páginas douradas e uma sensação cálida transmitida pela couraça da capa espessa. Por um singelo segundo, acreditou que o fascículo raro de As Crônicas das Florestas Menör fosse o responsável pela dificuldade que sentia em retomar o fôlego, mas, na verdade, o único responsável por aquilo era o seu próprio sono – e preguiça.

Ah, como estava cansada. Há dias! Aquele não era um rompante de fadiga, talvez um rompante de completo descaso com os seus compromissos. Nunca fora extremamente irresponsável, entendia com clareza, desde os dez Ciclos de idade, o seu lugar dentro dos Reinos e a missão da qual seria incumbida ao ser coroada. O principal problema que a fazia agir de maneira desconexa, eventualmente nas últimas semanas, era a vontade de aproveitar cada essência que os minutos podiam lhe oferecer enquanto o poder dos Sete Reinos não era, enfim, colocado nas palmas de suas mãos.

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