Capítulo 57

16K 1.2K 75

Estava tudo bem, tudo bem.
Uma hota depois no hospital, os médicos confirmaram, que havia sido apenas falta de ar, o que ocasionou o desmaio.

O alívio que eu senti, foi enorme, estava tarde, enquanto estávamos na ala de visitas, apenas esperando o médico autorizar a saída de Savanah.

- Elena, quer que eu te leve embora? - Luke conversa com sua namorada, enquanto Ana está sentada ao meu lado. Respiro mais tranquila, com as últimas notícias que o doutor passou.

Já sofremos tanto nesse hospital, que isso já era visto como algo normal, para os medicos. Mas para mim, era como se cada momento, que eu visse Savannah sofrer eu sofria junto. Ela era uma criança, iria fazer sete anos no outro dia, para que uma doença? Isso era injusto, ela devia ser feliz, devia poder viver em paz: sem dor, sem agonia.

- Emma, eu vou ir embora. Disse para Luke levar vocês para casa depois, nao se preocupar comigo.. - Elena sorri carinhosamente, depois me abraça.

- Obrigada, por ter vindo - agradeço sua companhia.

As horas pareciam demorar, não tinha sentindo tanto tempo, para libera-lá. Eu queria ver Savannah longe desse lugar, que ela não gostava. Sempre chorava, ao saber que estávamos á caminho do hospital.

Antes do meu pai abandonar nossa família, ou melhor a família dele.. ele trabalhava de enfermeiro neste hospital. O que me trazia péssimos sentimentos. Quando eu era pequena, sempre dizia que queria ser enfermeira igual a ele, mas tudo não passava de uma ilusão.

As pessoas, acreditam muito em outras, isso acaba de fato com muitas amizades ou laços de família. Eu não tinha contato com ninguém da parte do meu pai. Nem mesmo tias e avós.

- Minha querida, nada nessa vida é duradouro - Ana começa a falar afagando minha cabeça. - A vida é tão passageira, quando os anos. Você não deve ficar presa á um sentimento, você deve se permitir ser feliz. O infinito pode ser em tempo curto, mas também pode se considerar maior que os outros.

- Eu apenas não consigo aceitar.

- Na vida Emma, nós tomamos decisões, apenas isso. Não podemos escolher como devem ser as coisas, isso não existe. Você apenas decide.

- Eu apenas queria estar no lugar dela, vê-la assim é desgastante.

- Imagine para sua mãe..

Por um breve momento imagino minha mãe, tomando suas decisões diárias. Cuidando de seu lar. Imagino a dor que não deve sentir, por ter seu coração partido, pelo seu "amor". Ver sua filha saber que é estéril, depois de outros anos, descobrir que sua filha tem um câncer raro. Não é para qualquer mulher, não é para qualquer pessoa.

- Emma? - aquela voz, que eu não ouvia a dias e nem se quer havia esquecido o tom.

Meu olhar vai em direção á pequena porta que dá acesso ao Hall, la estava ele, com umas sacolas de mercado e sua jaqueta de couro. Eu tinha me esquecido, de tudo. Tudo. Apressadamente caminhei até ele, abraçando-o. Eu precisava desse conforto, eu precisava sentir-se acolhida... Eu precisava de Matthew.

- Matt.. - começo a chorar, suas mãos apertam minhas costas com mais força, pressionando o abraço.

- Emma eu sinto muito - ele fala.

- Ela não merece isso Matthew - começo a falar, sem controla o choro.

- Savannah é forte.

- Ela tem apenas seis anos, não me diga que é forte. Eu devia estar lá, não ela.

- Emmanuela, sua irmã é incrível, ela luta diariamente para ficar com voces.

- Espera, como você sabe que ela.. - me embaralho com as palavras, por causa do momento.

- O médico ligou para mim, é o mesmo que faz o tratamento.

- Obrigada Matthew. Por tudo, você foi tão bom para Savannah que nesses dias eu não considerava o fato de lhe ver novamente. - ele me olha, inquieto. - Mas ela precisa de você por perto, ela tem que ter um amigo..

- Eu sempre estive lá, mesmo quando você não estava. Ela sempre me vê, sempre. Eu não iria abandona-lá.

- Mana? - uma voz doce ecoou, la estava ela, em uma cadeira de rodas com tubos respiratórios.

- Savannah, meu amor - corro para ficar á sua frente, me agacho no chá, ficando no seu tamanho. - Eu te amo, muito.

- Vamos assistir Barbie quando chegar em casa? - Como sempre, estava escondendo sua dor. Ela era pequena, mais sabia o quanto nós sofriamos em sua volta e tentava ao máximo diminuir a dor.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora