Capitulo 1

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Boa Noite Amorecos!! Cheguei.

Recadinho.

Amorecos depois de um tempinho fora, estou de volta! Vamos dar início as postagens semanais do história da ju! Como prometi, estamos no dia 01 e cá estou eu!

Por enquanto as postagens serão semanais, porquê ainda não tenho muitos capítulos prontos, assim que tiver um pouco mais aumentarei as postagens ok?

Então vamos lá! Me digam o que estão achando, amo ler os comentários dos meus leitores e leitoras!!

Um tempo atrás.

— Animada?

— Ainda pergunta? Claro que estou! Sabe o quanto sonhei com isso! — Respondi pegando a xícara de café da mão da minha amiga. — Não fiquei tanto tempo estudando, com a cara enfiada nos livros para não estar feliz hoje.

— Estou feliz por você. No próximo ano será a minha vez de sentir essa emoção. Agora você precisa ir e, por favor, faça amigos.

— Eu não diria amigos Lu, amiga eu só tenho você. O máximo coleguinha de classe. — ela deu de ombro e me arrancou um sorrisinho.

— Por favor, não vai me criar uma muralha, impedindo as pessoas de chegarem até você. Socializar lembra? Já basta o tempo em que ficamos naquele orfanato, sem conhecer coisas novas. A tímida aqui sou eu, espero que não tenha se esquecido disso.

A grande verdade é que minha amiga tinha razão. A tímida sempre foi ela, sempre pareceu um bichinho do mato. Enquanto ela sempre morreu de vergonha, eu com meu jeito despojado resolvia tudo. Sem vergonha, no bom sentido, é claro.

No Orfanato, eu a protegia. Se deixasse, aqueles moleques faziam o que queriam com ela. Se a coitada pegava uma boneca, lá vinha uma Songa monga, e tomava dela. Se ela decidia que queria pular amarelinha, já tinha um retardado que decidia jogar bola e atrapalhava a brincadeira da Menina. Então a salvadora da pátria chegava e colocava todos em seus devidos lugares, tomava a boneca da Songa, e já dizia para o retardado que se ele não saísse da quadra, quebraria a cara dele. Essa era vantagem de ser mais velha, e de estar há mais tempo ali naquele lugar.

Não vou negar que tive bons momentos naquele orfanato. Não sei o porquê, mas acredito que ali era muito melhor que na minha própria casa. Eu não me lembro de quase nada, e o que sei, sei porquê dona Edith me contava do dia em que cheguei ali. Disse que dava dó ao me olhar. Magra, desnutrida e suja. Então, tenho convicção que ali foi bem melhor para mim, que na minha casa. Sobre os meus pais, sempre soube que eram drogados e que me perderam por causa das malditas drogas. Sinto-me um lixo por não ter podido fazer alguma coisa. Sei que eu era uma criança que precisava de cuidados, mas me sinto culpada por não ter cuidado dos meus pais.

Mais uma etapa começava em minha vida. O começo de um futuro sonhado e que estava prestes a se realizar. Ser Arquiteta!

Apesar de ser a defensora dos fracos e oprimidos, sentia falta de alguém para cuidar de mim. Sempre cuidei de mim mesmo, tirando forças não sei de onde. Apenas segui meu caminho, me enchendo de coragem e de armaduras, afinal, precisava me defender. E isso me fez muitas vezes ter atitudes de que me envergonho. Mas nessa selva, vence aquele que é esperto e resolve seus problemas. Eu resolvi, não da maneira como queria, mas resolvi.

Luciana e eu, vivemos um bom pedaço de nossas vidas naquele orfanato, e tínhamos uma a outra. Começamos nossas vidas do nada, mas certas de que em um futuro próximo, estaríamos no lugar onde sempre sonhamos em estar. A faculdade não era longe de casa, o que ajudava na questão da economia com vales transportes. Ser pobre é duro, pode crer. Tudo se torna mais difícil, mas não menos recompensador quando se conquista o que quer.

Curando FeridasOnde as histórias ganham vida. Descobre agora