Capítulo 55

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No horário do almoço, eu havia ido ver se á bolsa que eles me dariam, iriam ser de cem por cento, por sorte era. Almocei almôndegas com um molho que eu não reconhecia o nome.
- Então você era do México? - Gisele pergunta para Richard enquanto ajeito-me no lugar.

- Si - ele brinca, ela ri.

- Como estas? - ela fala num sotaque nada parecido.

- Nada mal para primeira tentativa - ele fala sorrindo, faltava quinze minutos para voltarmos á aula.

- Então você tem quantos anos? - Gisele acaba com o silêncio.

- Eu tenho vinte cinco - ele fala, Matt era dois anos mais velho que ele.

Matt, mas que merda eu fui pensar.
Olho em volta da sala, um cabelo escuro se mexe do outro lado. O cabelo preto da mulher, me lembra o dele. Imagino se agora ele, estaria sentindo minha falta, como eu sinto a.. Não, não sinto.

Não sinto falta, da suas birras, daquele olhar e nem de sua boca, que quando eu beijava parecia ser feita para mim. Não sinto falta daquele corpo nem de seus braços em minha volta..

- Emmanuela? - Gi, me olha, de um jeito pensativo.

- Apenas Emma.

- Então "apenas Emma", quantos anos tens? - Richard pergunta, enquanto fico corada.

- Vinte e dois, "apenas Richard"- imito sua voz, enquanto Gisele ri ao meu lado. O mesmo sorri de lado, o seu celular começa a tocar e ele sai da sala rindo.

- Nossa ele é tão gato! - ela fala, enquanto usa as mãos para dar um drama. - Não acredito que ele está sentado, bem na minha frente. Aaaai, ele tá tão na minha.

Gisele começa a falar enquanto, eu imagino que deve ser comigo, pois não há mais alguém aqui.

- O que você acha? - ela fica vermelha ao perguntar.

- Acho o que? - faço cara de desentendida.

- Que ele está na minha.. - ela ri, enquanto arruma o cabelo.

- Eu acho que.. - ele entra na sala.

- Namorada nunca larga do pé - ele ri enquanto mostra o celular. Gisele fecha a cara.

- Acho que não Gisele - começo á rir, enquanto a sua boca se retorce.

***

- Mãe, aonde tá minha toalha - começo á gritar, Savannah entra no banheiro entrega minha toalha e volta arrastando sua pantufa, no chão.

- O mais reclama - minha mãe grita novamente, começo á rir. Senti falta desses momentos.

- Sessão filme? - pergunta para Savannah, ela abre o sorriso mais doce que eu já vi.

- Mais eu escolho, eu quero da Barbie - ela diz, puxando uma coberta que estava em cima do sofá.

Com as luzes apagadas, mamãe foi dormir, deixando apenas o momento de irmãs.

- Sabia que no final do filme, essas crianças viram totalmente humanas.. - Sasah começa a contar o filme. Como sempre

- Depois dessa parte ela vai encontrar o Príncipe.. Aquele homem é do mal.

Quando acordei estava com Sasah no colo, o despertador nem havia apitado. Olhei para o relógio na parede, faltava uma hora para ir á faculdade.

Levei Savannah no colo, até o quarto de Frida, colocando ela e cobrindo. Depois tomei um banho, relaxante.
Deixei o café pronto para quando minha mãe acordasse, antes de sair conferibpara ver se estava tudo trancado. Fui andando até a parada de ônibus, com o guarda chuva na mão. Antes do ônibus chegar, Luke aparece de carro, parando em minha frente.

- Carona? - ele pergunta sorrindo.

Sem responder, corri para o carro, seu carro, era um pouco bagunçado. Camisas e papéis estavam espalhados no banco de trás.

Ri sozinha.

- Nem vem zombar do meu carro - ele diz sarcástico.

- Uma tremenda bagunça - começo á rir, junto com ele.

Nem parece que alguns anos atrás eu estava arrasada por ele ter me trocado. Mas com Luke era estranho, nossa amizade de infância sempre predominou, então não tinha mais aquele ar de "ex". Isso tornava as coisas mais armonicas.

- Então, seu.. Aquele cara, não encomodou mais? - ele pergunta receoso.

- Ah, não.. eu deixei meu celular quebrado na tua casa - começo á rir.

- Eu sei. Eu.. Peguei o chip e coloquei em um celular velho que eu tinha lá em casa.. - ele disse pegando algo do bolso.

- Eu não quero isso.. - comecei a falar em voz alta.

- É bom você ter de volta.. - ele coloca na minha bolsa, sem tirar os olhos da estrada.

Ao chegar na universidade, fui direto para minha sala, até porque não teria aonde ir. Quando passei pela carteira de Richard ele sorrio para mim, de um jeito angelical. Muito ao contrário de Matt, que iria sorrir do jeito mais maligno possível.

- Bom dia - eu disse sorrindo.

- Bom dia Emma.

Ele se inclina, colocando um cotovelo na perna esquerda ficando mais perto de mim.

- Será que sua amiga vem hoje? - ele pergunta rindo.

- E agora.. - começo a falar e ele interrompe.

- Ela ficou sentida, quando falei da minha namorada. Na verdade era minha mãe, mais ia pegar mal se eu falasse isso.

- Mãe? - começo a rir.

- Bem, era. Ela queria saber se eu tinha chegado bem, ela não se toca que eu tenho vinte e cinco anos.

Começo a rir, Richard era legal, pelo menos estava sendo. Gisele chegou atrasada para aula de Escrita técnica.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora