Capítulo 50

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Ativem a música, do vídeo para ler.


Minha vida foi nocauteada, no momento que minha mãe ligou a TV.

Amor.

Um sentimento avassalador, que consegue mudar drasticamente seu humor momentaneamente. Carregar alguém nas memórias é agonizante, quando você perde alguém á saudade martela em seu peito, mas quando está longe é uma dor profunda.

O amor, quem derá eu estar ao seu lado, mas que tudo por um pacto de nunca mais se afastar.

Mas não era o que vinha acontecendo, eu estava me sentindo sozinha e fraca emocionalmente. O que eu não esperava era que ele tinha enganado. Tinha mentido e continuado. Na verdade eu nem sabia até ver..

- O empresário Matthew McVay foi visto com sua nova namorada, digamos que parecia muito apaixonado.. - a repórter balança á cabeça. - O que esperar de um homem desses?

Enquanto ela falava, uma foto de Matthew e uma mulher, entrando no que parecia ser um restaurante. Ele guiava ela pelas costas, com sua mão tocando na pele nua da cintura..

- Filha.. isso pode ser engano. - mamãe fala tentando me conformar.

- Eu.. Eu.. - sem conseguir terminar, sai em direção á rua. Sem escutar minha mãe continuo andando em direção ao nada. Lágrimas caiem dos meus olhos, o soluço forte começa a sair sem eu perceber. Eu fui enganada, novamente. Sem piedade. A dor que eu sentia era de dilacerar o peito, ou qualquer dor que seria fútil ao acontecido. Esse tempo todo, ele havia mentido. Havia mentido para mim. Idiota.

Eu só conseguia andar e chorar, chorar e andar. Gritei umas três vezes para expandir a raiva que de fato era grande.

As pessoas estavam olhando para mim, preocupadas e aflitas. Curiosas.
Não dei importância por estar chorando igual á uma criança, quando quer alguma coisa. Não liguei pelo meu rosto estar vermelho e sujo de rímel. Eu só queria poder deixar minha tristeza dominar.

Matthew não podia de jeito nenhum fazer o que fez, não deveria ter me manipulado esse tempo. Ele sempre foi tão bom para mim, talvez por isso eu não tenha percebido. Qualquer mudança seria desperdício de tempo, então eu não notava. Minhas pernas tremiam e, eu só queria seu abraço, seu toque e seu beijo. Queria me confortar com ele mesmo, do que o mesmo havia feito. Parecia que havia algo preso a minha garganta, eu estava desesperada.

- Emma? - uma voz me chamou, mas não consegui identificar pelo meu próprio barulho.

- Emma?

Não olhei.

- Emma, para de ser teimosa - Luke.

- Vai embora. - Grunho.

- Emma, por favor - ele me virá bruscamente, olha para mim, seu rosto fica em expressão de choque.

- O que foi? - pergunto irritada. Luke era o tipo de namorado que traía, então olhar para Luke em uma hora dessas fez eu perceber que o problema não era ele, mas sim eu. Por não saber escolhe a pessoa certa, por não saber amar alguém como merecido, assim talvez ela pudesse corresponder.

- O que foi pergunto eu, cadê seu namorado? - ele pergunta, fazendo em soluçar ainda mais.

- Não tenho namorado, na verdade nunca tive um que me amasse.

Fui dramática, mas que se dane, era o que eu pensava.

- Ei - ele limpa minhas lágrimas, mas me afasto.. - Não se preocupe com os momentos difíceis, por que a maioria das coisas lindas da vida, temos depois de mudanças e enganos.

- Fala sério Luke. Você é o que, um Psicólogo?

Ele continua me olhar, enquanto fico brava. Será que Matt, estaria agora com sua nova garota, será que ele.. meu celular vibra.

Gabriella me disse que vocês iram ter sessão filmes hoje? Nem me convidou estou magoado. 😢

Hãm?

Luke olhou, para o celular enquanto meus dedos tremiam, fiquei sem reação. Ele iria querer continuar com esse fingimento?

Isso não ia ficar assim, chega de se ferrar sozinha.

Magoado? Magoada estou eu por te ver na tevê, em um restaurante com outra. Quer saber Matthew vai tomar no cú. Não me procure mais.

- Emma, você tem que se acalmar. - Luke diz, enquanto olha para os lados. Estava começando á escurecer e eu não queria voltar embora. Luke passa sua mão pelo cabelo preto.

- Nunca pensei que fosse te ver assim, por causa de outro cara - ele diz enquanto aponta para Starbucks.

- Luke eu preciso ficar sozinha - depois que termino de dizer, meu celular começa á vibrar. O nome de Matt estava exposto na tela do celular.

- Ei - ele me sacode. - Eu não vou te deixar sozinha, nesse estado. Nem fudendo.

- Engraçado. Alguns anos atrás eu estava assim por causa de você.

- Emma..

- Me deixa em paz.

- Não, você tá péssima olha só para si mesma - ele olha para meu celular que não para de tocar, rapidamente puxa da minha mão atendendo à ligação.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora