Capítulo 13

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NÃO PODE SER

Quando Electra chegou na casa dos Cimério Sucré naquela noite em que tinha ido conhecer o seqüestrador de Alice, tudo que encontrou foram vários carros de policia na porta, com as luzes acesas. Sentiu um aperto no peito. Será que alguém tinha morrido?

Desceu do carro aflita e entrou dentro da casa praticamente correndo. Ao entrar na sala teve medo de estar certa quanto a alguém estar morto. Álvaro estava sentado no sofá maior com os olhos vermelhos de choro. A tal detetive conversava baixo com um policial mais ao canto, enquanto Ofélia estava também sentada em uma poltrona do ambiente, sem nenhum tipo de expressão no rosto.

- O que aconteceu? – Ela teve que perguntar. A detetive andou depressa até ela com uma fúria contida.

- Onde esteve o dia todo? – Electra franziu o cenho para loira. Aquela mulher era um pesadelo.

- Eu fui dar um passeio pela cidade.

- Tem como provar?

- Mas o que está ocorrendo aqui? – A russa perdeu a paciência, estava quase sendo acusada por algo que nem fazia idéia do que era.

- Papai sumiu. Ele nem chegou ao trabalho. Meu pai sumiu. – Álvaro chorava sem nenhuma vergonha. Danielle se afastou de Electra se sentou perto dele.

- Controle-se garoto, parece um bebê. – Ofélia tinha o olhar perdido. Ela sempre pareceu ser fria, mas aquela distância que mantinha de tudo chegava a incomodar os outros.

- Se você não se importa com nada, problema seu. Não espere o mesmo dos outros. – A voz do irmão de Alice era dosada com raiva. A mãe o olhou como se não o enxergasse de fato. Deu um suspiro e se retirou da sala, subindo as escadas. Electra se sentou na cadeira mais próxima.

- Isso tudo não faz sentido. – Dani voltou sua atenção a ela.

- O que não faz sentido? – Electra a encarou cansada. Queria poder colocar aquela metida em seu lugar.

- Você acha que faz sentido um homem como o senhor Odilon sumir assim?

- Do mesmo jeito que a filha. Ela sumir não é estranho para você? – A morena riu sem humor.

- Claro que é. É disso que estou falando. Qual é o seu problema?

- Você sabe qual é o meu problema.

Electra não queria dar continuidade aquilo. Teve que esclarecer de maneira resumida onde estivera durante o dia, falando que foi conhecer uma cidade vizinha, o que não era de tudo uma mentira. Foi para seu quarto depois de tomar um chá.

Danielle fez o mesmo com Álvaro. O convenceu a tomar um chá e se deitar. A investigação estava nas mãos dos melhores profissionais e ela tinha certeza que em breve teriam noticias de Odilon.

A madrugada avançou rápido, e as manchetes de todos os jornais da manhã eram sobre o desaparecimento de mais um Cimério Sucré. A policia já havia encontrado o carro dele próximo a um terreno abandonado na saída da cidade. Cães farejadores procuravam pela redondeza algum indicio dele, vivo ou morto.

O dia passou sem novidades, apesar das investigações intensas. Porém os resultados apareceram no dia seguinte.

A detetive não dormira e tomava um forte café na sala lendo alguns papeis. Sua cabeça estava meio embaralhada. Nos últimos dias esteve tão concentrada no seqüestro de Alice que de repente mais uma pessoa sumir, parecia pesadelo. Mas ela já tinha certeza que um seqüestro não tinha nada a ver com o outro, nenhum tipo de ligação e isso a estava deixando preocupada. Só saiu de seus devaneios com a entrada apressada de um dos empregados.

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