Capítulo 10

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POST SURPRESA!!! Haha! Sou travessa! :P

Estão gostando do livro? Vou falar uma coisa, aqui que a história realmente começa! As coisas daqui para frente serão uma loucura! Tem que ficar de olho para não perder atualização, hein!

Além disso, tenho 2 coisinhas para falar que talvez interessem:

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Recados dados, agora vamos ao capítulo de hoje:

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Lúcia acordou confusa. O cabelo encaracolado, todo embaraçado, jogado na cara. Virou para o lado para dormir mais um pouquinho. Não tinha aula hoje.

Graaaack!

Lúcia abriu só um olho, como se isso fosse ajudá-la a identificar o som estranho.

Graaaack!

– Elena, abaixa essa TV, que saco! – E pôs o travesseiro sobre a cabeça para tentar abafar o som.

– Graaaack!

Lúcia se levantou em um pulo.

– Porra, Elena!

Abriu a porta do quarto com fúria e foi até a sala a fim de desligar a maldita TV, mas já estava desligada. Os grasnos continuavam. Vinham do quarto de Elena.

– Elena? – perguntou, insegura, na porta do quarto da amiga.

Girou a maçaneta em uma lentidão insuportável até para ela mesma. Ao abrir, encontrou:

– Um cisne? – perguntou em voz alta.

Arregalou os olhos ao constatar que o bicho era de verdade.

– Ai, meu Deus! Se o zelador vir isso, a gente está frita! Onde que a Elena estava com a cabeça para trazer essa ave para o apartamento?

O cisne branco não parava de grasnar, desesperado, enquanto batia as asas que alcançavam de uma parede à outra.

– Coitadinho! Está querendo ir embora daqui, né? – perguntou para o cisne. – Voa, passarinho! – Abriu a janela do quarto, na esperança de que ele voasse e o problema não fosse mais dela.

Mas isso só deixou a ave mais desesperada. Começou a andar pelo quarto, batendo as asas sem parar.

– Calma! – Lúcia olhava aflita para o cisne. – Eu mato a Elena! – Olhou ao redor em busca de explicação, mas não encontrou nada.

Voltou a atenção para a ave, depois para o quarto, e então para a ave novamente. Elena não estava no apartamento, mas o celular dela estava em cima do criado-mudo. Elena JAMAIS sairia de casa sem o celular. Num exame ocular mais minucioso, notou que a ave usava o pijama de Elena.

– Só pode ter ficado louca! – constatou. – Minha mãe sempre falou que atriz é tudo doida. Já deve estar até usando droga. Ai, não acredito! Que amiga eu sou que não percebi isso antes? Fiquei ocupada demais agarrando o Joaquim e não dei atenção para ela. Agora está nas drogas, prendendo cisnes em casa e vestindo o pobrezinho com roupas... Peraí! Será que é... como é o nome mesmo? Laboratório? – O rosto de Lúcia se iluminou. De repente, a amiga não estava usando drogas e, sim, fazendo laboratório para melhorar sua performance nos palcos.

Ficou mais tranquila.

Mas ainda assim tinham um cisne em casa. Precisaria fazer alguma coisa.

– Vou chamar o IBAMA.

Graaaack! – A ave batia as asas fortemente e grasnava, como se quisesse dizer algo para ela.

Bem desejou ser Elisa Thornberry naquele momento. Só para saber o que se passava na cabeça do cisne. Mas, ainda assim, se esforçou para tentar entendê-lo.

– Está bem. O que você quer?

O cisne parou e ficou em silêncio. Pareceu entender que aquele momento era crucial. Lúcia tomou nota mental sobre isso.

Andou desengonçado até a bolsa jogada no chão, com o bico abriu-a e tirou de lá uns papéis. Entregou-os à Lúcia, que estava embasbacada com a inteligência do animal. Decidiu que se especializaria em aves silvestres. Pegou as folhas e começou a ler. Era o roteiro da peça de Elena.

– Você quer que eu leia?

O cisne assentiu.

– Meu Deus, isso é tão legal! – Estava impressionada com a conversa que estava tendo com um ser de outro reino animal.

Leu até chegar na parte em que uma princesa era amaldiçoada a virar cisne todas as manhãs. Só podendo ser liberada da maldição com o amor verdadeiro.

Lúcia demorou um pouco para ligar os pontos. De repente, o vinco que só se formava em sua testa quando tinha um momento eureca, apareceu.

– Ah, meu Deus do céu! Elena! Como assim?

Graaaack! Graaaack! Graaaack!

– Ah, você foi enfeitiçada?

Graaaack! Graaaack!

Lúcia levou a mão à testa.

– Isso é loucura! – Voltou a olhar para o cisne. – Elena, se isso for alguma pegadinha...

Graaack! – O cisne chacoalhou a cabeça em negativa.

Lúcia começou a andar de um lado para outro. A mão no queixo, em intensa contemplação.

– Em situações como essa, somente alguém pode ajudar... – dizendo isso, saiu do quarto. Mas retornou rápido, com o notebook a tiracolo.

– Vai que te dá a louca e você resolve fugir, né?! – Sorriu amarelo enquanto fechava a janela. – Vou ficar aqui de olho em você enquanto consulto o mestre Google.

Lúcia podia jurar que vira o cisne revirar os olhos.

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O Canto do Cisne: Um conto de fadas modernoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora