não sei

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Faz um tempo que eu não me deparado com alguém que dá medo. Medo bom. Daqueles que faz você querer ser melhor, porque talvez não seja bom o suficiente. Tipo quando você conhece alguém tão melhor que te faz querer ser o melhor que você pode ser.

Medo do tipo que vira uma empolgação tão genuína que te impede o sono. Que dormir, o quê. Há tanto pra se fazer. Tanto pra se ver e viver. E nada disso se consegue dormindo. Isso vindo de mim, que sempre procedi à mais genuína rejeição de realidade.

Que acho que nada do mundo real compensa um sonho bem sonhado, desses que confundem o sonhador.

E lá vou eu, pular da cama de madrugada pra escrever, escrever, escrever. E não com os propósitos românticos que geralmente me fazem datilografar extensas reclamações, resmungando sobre como eu gostaria que as pessoas fossem. Não é um sentimento romântico, veja você.

É um questionamento.

Se tem gente que vive como quer, porque eu vivo como louca?

Eu quero ser outra pessoa.

Eu, NósLeia esta história GRATUITAMENTE!