Parte II - Capítulo 1

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Mateus estava feliz. Corria em um campo de futebol e Mimo vinha atrás dando pequenos pulos na relva, às vezes se distraia com algum inseto, mas procurava sempre ficar pertinho do dono.

Do outro lado do campo estava a mãe da pequena criança. Surpresa por ver o filho.

-Mateus, como você está grande. - Sussurrou a mãe, dando um abraço apertado.

-Parece que se passaram anos que a gente não se vê, mãe. - Falava, escorrendo uma lágrima pelo rosto corado e sofrido pelo sol.

Os dois ficaram ali parados enquanto o gatinho roçava a perna dos dois pedindo atenção.

-Mimo, seu ciumento, eu também gosto muito de você, bestinha. - disse a mãe.

Os três foram surpreendidos por um barulho tremendo de murros em madeira.

-Menino! Menino! Acorda! Precisamos sair daqui. - Disse uma voz irreconhecível.

Mateus acordou. Era manhã do dia seguinte. A primeira coisa que o garoto fez antes de qualquer coisa foi procurar pelo gato que estava balançando a cauda de um lado para o outro, com pelos euriçados. Mateus sentiu que a atmosfera cheirava perigo e ficou atento. Olhou para cima e viu um rapaz jovem, aparentava uns 25 anos.

-Que foi tio? Eu acabei pegando no sono aqui. Acho que estava até sonhando. - Espremeu os olhos e perguntou: - Aconteceu algo? Porque a gente precisa ir? Cadê a tia do bar?

-Não temos muito tempo para conversarmos agora guri. Precisamos sair daqui. A tia do bar está em um lugar tranquilo, não se preocupe. Temos muito a andar então é bom sairmos cedo. Arrume as suas coisas que vamos partir.

Sem entender muito, mas confiando no que o moço estava falando, Mateus abriu a mochilinha, pegou o Mimo, jogou dentro e ouviu alto o murmuro de desgosto do gato.

-Fica quietinho, Mimo. Não sei o que tá acontecendo, mas é melhor a gente obedecer esse tio.

Mimo ficou com a cabeça para fora da mochila e mostrava os dentes para o rapaz. Talvez sentisse uma ameaça pairando.

-Eu me chamo Augusto. Se quiser pode segurar minha mão. - Disse levando a mão em direção de Mateus, que abriu um sorriso e agarrou o gesto oferecido com carinho.

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