Capítulo 2

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PRESENTE DE ANIVERSÁRIO

Após as palavras de Alfredo aquela família ficou em estado de reflexão por mais meia hora e tudo voltou ao normal

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Após as palavras de Alfredo aquela família ficou em estado de reflexão por mais meia hora e tudo voltou ao normal. Chegaram a conclusão que ele estava velho demais e doente demais para saber o que estava dizendo. Além disso, tinham algo mais importante com que se preocuparem, a festa de 21 anos de Alice há duas semanas a frente. Se soube que Alfredo partiu dois dias depois para Itália, não sem antes passar na casa de seus outros filhos em São Paulo, e deixar um recado tão forte quanto tinha dado na família de Odilon. Nada que na verdade surtisse um efeito também.

- Então Alice, sua anja será toda negra? – Ofélia perguntava a filha na ultima prova da fantasia. 

- Está visto não? O preto é o mistério. Talvez eu seja uma anja da escuridão, ou apenas escondo algum segredo importante. – Alice sorriu para sua imagem refletida no espelho de seu quarto. 

- Toda a família confirmou presença. Abutres como sempre. Só aparecem nessas ocasiões. 

- Nós também mãe, não se esqueça disso. – Alice saiu da frente do espelho e com ajuda da costureira retirou sua fantasia. 

- Eu sei, mas nem por isso deixo de falar. Mas só a família são 200 pessoas. Fico meio perdida em meio a tantos parentes.

 - Bem, acho que está tudo certo então senhoras. – Falou timidamente a costureira.

 - Qual será a sua fantasia mãe? 

- Surpresa. 

- Como poderei te identificar então, se todos estarão de máscara? – Alice perguntou como se fosse obvio. 

- Eu te encontrarei Alice, não se preocupe. 

- Com licença? – Uma empregada baixinha apareceu a porta do quarto. 

- O quer Miranda? – Alice perguntou contrariada, não gostava daquela serviçal em especial.

- Desculpem incomodar, mas é que o senhor Angus está na sala, chegou alguns minutos. – Miranda falou sem nem abrir a porta do quarto. 

- Qual deles? – Ofélia perguntou com tom de deboche. 

- O mais novo, senhora, o filho. – Alice sorriu ao ouvir isso e abriu a porta de uma vez assustando a pequena empregada. 

- Avise que em pouco tempo estarei lá. – E voltou a fechar a porta na cara da mulher.

Em dez minutos Alice já estava na sala de sua casa dando um abraço apertado em um rapaz alto, de cabelos loiros claros e olhos azuis.

- Quando você chegou Angus? – Perguntou Alice sentando-se e puxando o primo junto para o sofá. 

- Ainda essa manhã. Não tive tempo de olhar uma fantasia decente em São Paulo, então resolvi fazer isso aqui mesmo. – Angus sorriu abertamente, ―que sorriso, Alice pensou. 

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