Capítulo-27

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  Acordei e parecia que uma manada inteira de elefantes havia sambado em meu corpo.O sol ainda não havia saído e eu sabia que não havia dormido o suficiente que precisava,mas eu não me sentia sã.

  Abri a porta do quarto e olhei por todo o corredor vazio.Desci as escadas lentamente,meu corpo estava doendo seriamente,talvez fosse apenas pelo trauma,ou consequência de Robert ter me jogado com tudo no chão.

—Por que deixar tudo tão escuro?—Perguntei para ninguém,acendendo o interruptor da sala de estar.—Jesus!—Tive um sobressalto quando vi Adam dormindo no sofá.Ele estava totalmente errado,e acordaria com uma dor insuportável pela manhã,então me aproximei devagar e tentei arrumá-lo.Notei que ele estava com o rosto um pouco machucado.

  Quando estava dormindo ele até parecia inofensivo,nem parecia que acelerava meu coração e me fazia perder a cabeça sempre que se aproximava.Sorri com esse pensamento.Saí da sala e fui para a cozinha,pegar um copo de água e voltei rápido para a sala.

  Adam estava sentado,esfregando os olhos,quando cheguei no cômodo.Eu devia tê-lo acordado sem querer quando estava tentando deixá-lo mais à vontade.

—Oi.—Levantou em um pulo do sofá quando me viu.Eu ainda não sabia o que dizer.—Você tá melhor?—Perguntou chegando mais perto,mas não o suficiente,não o quanto meu corpo precisava.Talvez ele estivesse com medo de eu o afastar como havia feito da última vez.

—Tô tentando.—Me esforcei para responder.Parecia que qualquer coisa que saísse da minha boca seria capaz de me fazer chorar.Adam Robs me deixava vulnerável,esperava que ele percebesse isso e parasse de se importar tanto comigo.

—Não tá conseguindo dormir?

—Eu não sei...Toda vez que fecho os olhos,eu...—Eu queria chorar em sua frente e dizer que não conseguia esquecer aquilo,mas não gostaria de me mostrar tão vulnerável o quanto eu estava.

  Não adiantou,as lágrimas saíram mesmo sem minha ordem.

—Ei...ei...tá tudo bem!—Adam me abraçou forte me fazendo soltar um ruído de dor.

—Meu corpo tá meio dolorido.—Expliquei para que ele não achasse que havia sido algo pessoal.

—Já tomou remédio pra dor?—Neguei com a cabeça.—Então eu vou pegar,espera aqui.—Ele pediu,me guiando até o sofá,e saiu.

  Voltei a chorar silenciosamente.Meu corpo doendo,meu rosto ardendo,queria que o sono me vencesse mas eu que estava vencendo o sono.

—Amor...—Adam chamou entre a sala de estar e a de jantar.Ele estava com aquele olhar de novo.Eu odiava aquele olhar.—Por favor,não chora.—Ele pediu assim que sentou ao meu lado com uma caixa de remédios na mão.—Isso tá me deixando louco!—Ele assumiu.—Se eu não tivesse te levado lá,e te deixado sozinha,isso não teria acontecido!—Lamentou.

—Adam,por favor,para.—Implorei.—Você,tentando levar a culpa pra sí,só me deixa pior do que eu já tô.—Peguei a caixa de remédios das mãos dele e tomei um.

—Eu só não quero te ver chorar.—Ele olhou severamente para mim.

—Eu vou voltar pro quarto.—Avisei.

—Tudo bem.—Disse levantando e ficando em minha frente.Me levantei também e tive um sobressalto quando Adam apertou meu quadril e me suspendeu,como se eu tivesse seis anos de idade,me colocando em seus braços.

—Adam...—Protestei.

—Me deixa cuidar de você.—Ele disse próximo ao meu ouvido.

  Eu não protestei mais.Deitei minha cabeça em seu ombro e ele me levou escada acima até meu quarto e me colocou na cama.

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