13 - Descoberta

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- Alguém pensou em um segundo plano? – Amber pergunta já sabendo a resposta enquanto os guardiões se aproximam.

- Teremos que improvisar – Eliot desvia os olhos para mim.

Uma sensação diferente de qualquer outra me corrói por dentro. Não era medo ou tampouco angústia, parecia mais com uma ansiedade. Era como se eu já tivesse chegado naquele final decisivo antes.

- Temos que protegê-los – Enzo diz a Amber – estão desarmados e Isis irá se aproveitar disso.

Am concorda com Enzo, acatando suas ordens e me deparo sem palavras. Por mais que todas as possibilidades desastrosas nos levassem a este confronto final, nunca poderia estar preparada para este momento tão prematuro. A guardiã suprema se aproxima arrastando um ser encapuzado completamente coberto por uma capa, ela defere um golpe com o punho de sua espada nas costas do prisioneiro e o faz cair de joelhos alguns metros a frente de minha irmã.

- Trouxe seu aliado para se juntar aos traidores – ela retira o capuz bruscamente, revelando o rosto de Isaac.

Amber recua alguns passos em minha direção, tão surpresa quanto todos nós, principalmente Eliot. O que quer que Isis acha que tinha descoberto nenhum de nós sabia explicar. A menos que ela estivesse tentando nos confundir, como poderia achar que Isaac de alguma forma era um de meus aliados?

- O que está havendo? – pergunto a Isaac que permanece calado.

- Ainda quer continuar fingindo mesmo agora que todos estão vendo você com este servidor?

Isis carregava um sorriso vitorioso nos lábios. Para ela nada mais precisava ser feito a não ser comandar o ataque e me sentenciar a morte. O que provavelmente ela não sabia, era que eu jamais admitiria uma derrota sem ao menos lutar. E desta vez eu iria até meu ultimo recurso. Se sua espada seria empunhada com todo seu rancor, minha cabeça seria erguida com todo meu orgulho.

- Por que Isaac é um prisioneiro? – Am encara a guardiã suprema acusatória.

- Você! – Isis começa ríspida – De todos foi a maior decepção, a traição mais amarga atrás de um rosto meigo e inocente. Como conseguirá olhar para seu pai agora?

Me ponho ao lado de Amber na esperança de encoraja-la a não se esquecer de sua força. Eliot permanece próximo, protetor.

- Vejam verdadeiros guardiões da vida – a guardiã suprema grita, virando-se para o restante do reino que a seguia – esta é a prova que vocês precisavam para acreditar. É o bastante Phil?

Meus olhos procuram pelo rosto familiar de meu pai em meio a tantos desconhecidos. Encontro-o com o olhar implacável próximo a uma Lorene pronta para nos apontar o dedo em riste, cheio de acusação. Phil limitou-se a sustentar meu olhar, deixando Isis pela primeira vez sem uma resposta imediata. Em seu lugar Isaac enfim se pronunciou.

- Eles estarão aqui em breve.

Quando sua voz se faz sonora, é alta e imponente como eu nunca havia ouvido antes. Ele deixa um leve sorriso brincar no canto dos lábios, misterioso.

- Vamos Samira! Você é tão covarde assim para deixar que seu aliado assuma toda a culpa sozinho? – ela me desafia – Mostre que pelo menos no final lhe restou um pouco da dignidade dos guardiões da vida.

- O que quer de mim afinal? – fico impaciente com seus jogos.

- Quero que confesse tudo. Como se aliou a este servidor e se deixou ser manipulada para juntos planejarem o massacre de todo nosso reino. Diga como conseguiu além de tudo corromper nossos melhores guardiões. Assuma sua culpa para que eu possa executar sua sentença.

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