Capítulo 64.

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Alice.

    Alguém me diz se tem lua de mel pior???????????????????? Eu passei essa desgraça toda passando mal, e ainda me perguntando se deveria mesmo ter me casado. O Davi tá o tempo todo comigo, e eu tô sentindo até dó dele, por estar assim, preso em alguém que não pode sair de casa, por que pode vomitar a qualquer hora. Vejo ele com um pedaço de bolo de chocolate na minha frente, e logo sobe o enjoo.

- Quer?- Ele pergunta me oferecendo.

- Não, tira da minha frente, por favor.- Peço e ele ri, levando pra cozinha.

- Você regeitando bolo de chocolate?- Senta do meu lado, e me puxa pra mais perto dele.

- Eu não sei o que tá acontecendo comigo.- Digo sincera.- Eu engordei uns 5 quilos.- É, eu acho que já sei o que tá acontecendo comigo, e tenho quase certeza que ele também, mas se a gente quer assumir o que acha? Não. Eu não tô pronta pra morrer, não ainda. Por que é isso que meu pai vai fazer quando descobrir.

- Amor, vem aqui.- Ele me puxa, me colocando na frente do espelho, e fica atrás de mim.- Você tá sentindo enjoo, não tá?- Pergunta e eu concordo com a cabeça.- Olha pro seu peito.- Ele diz colocando meu cabelo pra trás, e eu olho.

- Que que tem?- Pergunto.

- Tá enorme, olha isso.- Ele coloca a mão e eu dou um tapa.- Aí.

- Não toca.- Respondo.

- Sua bunda tá maior, e você engordou 5 quilos.

- Vai ficar jogando na minha cara que engordei?- Cruzo os braços, e ele logo pega no meu braço, descruzando.

- Você não engordou pros lados. Olha sua barriga.- Ele passa a mão.- Tá grandinha, e lembra do vestido que eu tive que rasgar?- Pergunta e eu me lembro.

- Foi engraçado.- Dou uma risada, e ele também.

- Você muda de humor de uma hora pra outra. Você já era assim, mas agora, você tá demais.- Ele fala e eu dou um suspiro.

- Meu pai vai me matar.- Meu olho enche de água.

- Não vai.- Diz.- Eu te amo, não te amo? Casei com você, eu escolhi você, por que eu sempre te amei. E você não é mais do seu pai a muito tempo. Você é minha garota.- Ele sorri e eu me viro, dando um selinho nele.

- Tô com medo.- Falo baixinho.

- Não precisa ter medo, eu tô aqui com você.- Ele diz também baixinho e me da outro selinho, sorrindo.- Eu tô feliz.

- Eu também.- Sorrio.- Mas vai ser uma menina.

- Não, um menino.- Eu fico séria.

- O útero e o filho são meus, ou seja, vai ser uma menina.- Digo.

- Ei, ei. Okay, vai ser uma menina. Só que da tanto trabalho.- Ele diz e eu rio.

- Eu sei também. Mas de qualquer jeito, os dois dão trabalho.- Ele cai no sofá e eu gargalho. Caio em cima dele, e ele ri.

- Não faz mais isso, vai machucar o bebê.

-A gente nem tem certeza ainda.

- Mesmo assim.- Reviro os olhos e ele me da um selinho.- Imagina só acordar com uma criança lambendo sua cara.- Ele faz cara de nojo e eu gargalho. Passo a língua na bochecha dele, e começo a falar:

- Papai, papai.- E com certeza, gargalhamos muito.

Apaixonados por Acaso (EM REVISÃO)Leia esta história GRATUITAMENTE!