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                    Frederico Borges

Sexta-feira. A tão esperada sexta-feira chegou.

Levanto-me e vou até o banheiro realizar minhas necessidades matinais para logo em seguida ir para a academia.

Faço minha série de exercícios e depois vou tomar meu desjejum ao lado de minha mãe.

—Bom dia, mãe. —Saúdo-a me sentado.

—Bom dia, filho. —Sorri. — Está ansioso para hoje a noite?

—Demais! —Digo sarcástico.

—É impressão minha, ou você está sendo sarcástico? —Ergue uma sobrancelha.

Controle-se, Frederico!

—Não, mãe. Só não vejo a necessidade de Gabriela e sua família estarem neste jantar. —Me sirvo com um pouco de café.

—Não vamos começar logo cedo, Frederico. Por favor.

—Está bem. Desculpe-me. —Sorrio.

—Você está mesmo apaixonado por essa garota, não é, meu filho? Eu percebo. Você está mais sorridente. Vivo! —Quase reviro os olhos. Quase. Ao invés disso eu dou mais um dos meus irresistíveis sorrisos.

—Estou mãe, muito apaixonado! — E o prêmio de melhor ator este ano vai para... Frederico Borges!

Hollywood ai vou eu!

E por pensamentos como este, e o que eu tive semana passada querendo beijar a Malu, eu penso seriamente sobre minha sanidade mental.

—Filho? —Chama-me tirando do meu devaneio. —Estava pensando em quê? De repente você ficou olhando para o horizonte com um sorrisinho bobo nos lábios...

—Na Malu. Eu estava pensando na Malu. — O que não é de um todo mentira.

Awnt... que fofo! —Exclama batendo palmas.

                                          ***

Depois do estranho, porém engraçado, episódio com minha mãe, eu vou para o trabalho pensando em como ocorrerá o jantar de hoje. Tenho medo de Gabriela perceber alguma coisa ou até mesmo fazer algo com a Malu. Aquela patricinha é maluca, dela eu espero qualquer coisa!

Resolvo tudo o que tinha que resolver e volto mais cedo que o planejado para minha casa.

De banho tomado e devidamente vestido, eu vou buscar a Malu.

18:30 pm. Cheguei adiantado.

Subo as escadas do antigo prédio onde Malu mora, e bato em sua porta.

Calma aí! Já estou indo! — Grita lá de dentro sem ao menos saber quem está do outro lado da porta.

Como ela pode ser tão relapsa com sua segurança? Além de não ter porteiro no prédio, ela já vai atendendo? E se fosse um  psicopa...

Meu Deus!

—Fred! Você chegou mais cedo do que planejamos! — Reclama, mas como não respondo nada, só permaneço com a boca escancarada, ela continua: — Eu estava indo tomar banho agora!

Oh sim, eu percebi. A Malu está só de toalha. Toalha. Sem nada de baixo daquela toalha amarela.

—Eu... hum... E-eu... —Não consigo formular uma única palavra.

—Para de gaguejar, Fred. —Diz rindo. — Vem, entra. — Se vira entrando.

Eu vou atrás.

—Eu vou tomar um banho e me arrumar. Fique a vontade, ok? — Fala indo para o banheiro.

—Ok... — Respondo.

Mas a única coisa que passar por minha mente é a imagem da Malu de toalha e um eco falando: Que bunda!







Antes de qualquer coisa: sim, era para ter postado quarta. E não, a internet não colaborou de novo, eu já não sei mais o que fazer, minha internet está caindo mais que o Neymar quando está jogando e ontem eles fizeram manutenção na rede.

Segunda-feira eu postarei DOIS capítulos! Aeeeee \o/   o capítulo 11 e o 12 e já adianto: Terá altos babados nele.

Espero que tenham gostado, até segunda.

Não esqueçam da estrelinha e do comentário. <3333

Beijocas,

Laís.

Mentira ApaixonanteOnde as histórias ganham vida. Descobre agora