EPÍLOGO - PARTE l

3.4K 291 13




DOIS MESES DEPOIS

LUNA

Tudo está uma correria. Há poucas horas recebi uma mensagem, dizendo que algo grave aconteceu em meu ateliê de Paris. Perguntei o que aconteceu, mas não quiseram dizer, apenas pessoalmente.

Não preciso nem dizer que pirei e que Noah precisou me acalmar. Agora estou fazendo uma mala às pressas e meu moreno resolveu ir comigo.

-Amor, é sério -olho para Noah, que também corre com sua mala. -Não precisa vir comigo. Fique aqui e cuide da sua empresa. Eu volto em poucos dias.

-Luna, quantas vezes vou ter que repetir? -ele suspira e vem até mim. -Eu não vou te deixar. Vou com você e ponto final.

-Depois eu que sou a teimosa! -resmungo, mesmo com um sorriso idiota no rosto.

Tudo aconteceu tão rápido que só tive tempo de mandar uma mensagem para mamãe. Tentei ligar e dizer que estava indo para Paris, mas por algum motivo ela não atendeu. Apenas avisei para onde ia e que volto em poucos dias.

-Terminei minha mala -ele avisa. -E você?

-Também -termino de fechar o zíper bem na hora. -Vamos?

Noah assente e o sinto meio tenso.

(...)

Chegamos em Paris às 07:45 da manhã. Não consegui pregar os olhos um segundo sequer no avião e agora começo a me arrepender. Meu corpo reclama de cansaço, mas minha mente não para. O que será que aconteceu em meu ateliê?

-Nosso táxi chegou, amor -Noah estala os dedos na minha frente.

-Ah, sim -sorrio de leve. -Vamos.

Seguimos direto para meu apartamento daqui e fico feliz por Noah estar conhecendo meu outro cantinho.

-Uau, muito bem decorado -ele parece surpreso. -Lindo aqui, loirinha.

-Obrigada, moreno -coloco meus braços ao redor de seu pescoço e ele enlaça minha cintura. -Adoro esse lugar.

-Por que não nos mudamos pra cá, então? -sua pergunta me pega totalmente de surpresa.

-O que? -dou risada. -Pare de brincar, amor. Precisamos ir para o ateliê logo.

-Não estou brincando, Luna -sua expressão me diz a mesma coisa.

-Mas e nossas famílias? E sua empresa, Noah?

-Uma hora temos que cortar o cordão umbilical, Luna. Somos bem grandinhos já. Sem falar que podemos viajar ao Brasil sempre que quisermos. Quanto a minha empresa, já pensei sobre isso -ele pisca. -A Drummond's continuaria sendo minha, é óbvio. Mas você sabe que eu tenho um braço direito lá, que confio plenamente. Quando realmente precisarem de mim, posso fazer vídeo-conferências ou algo do tipo. O que me diz?

Abro minha boca, mas nada sai. É muita informação de uma vez só.

-Depois conversamos sobre isso, Noah. Agora vamos logo para meu ateliê, por favor?

-Tá bom, "senhorita não sabe esperar" -ele revira os olhos.

-Vou fingir que não ouvi isso.

(...)

Pegamos mais um táxi, mas o trânsito não colabora. Algo está acontecendo nas ruas, mas não sei o que é.

-Ce qui se passe, s'il vous plaît? (O que está acontecendo, por favor?)- pergunto ao taxista.

A Paixão Acontece - Trilogia SchneiderLeia esta história GRATUITAMENTE!