Uma Noite de Lucidez em Meio a Um Sonho de Verão

2 0 0
                                                  


"Naquela noite estávamos em um Pub. Para um momento especial apenas"

– É aqui o bar pai? – Pergunta a mim o meu filho lobo-guará, parado comigo olhando a fachada sem nada, nem placa nem 'outdoor' informando sobre o lugar.

Ele estava vestido com uma roupa casual e uma mochila com coisas para passar o tempo, caso precisa-se, e sem sapatos. Sempre prefere o chão, mesmo que de concreto, assim como todos nós.

– Deve ser – Completa um tigre meio gordo e braço, vestido como se isso a algum lugar especial – Se o seu pai nos trouxe aqui, com certeza é aqui – Emendou.

Eu estava segurando a pata de um cão dálmata, vestido de preto, o único que estava de botas, grossas e resistentes.

– É aqui sim gente – Confirmei me aproximando de uma porta escondida na cursa que dava num beco.

Bato na porta e um atendente aparece pela fresta na porta e me olha.

***

– Pois não? – Pergunta ele a mim.

– Eu tenho vaga para essa noite – Responde e completo – Nome: Felipe, mesa para quatro.

– Ah sim, desculpe garoto – Responde o homem fechando a pequena fresta da porta, destrancando-a por trás e a abrindo por completo – Não estamos acostumados a li dar com gente da sua idade – fala com a porta aberta e dando passagem – Por favor, entrem e sejam bem-vindos ao Pub-Sub. É uma honra tê-los conosco jovens garotos.

Assim entramos.

Como todos nós já éramos de maior de idade, não havia problemas. Apenas algumas pessoas espantavam-se por ver pessoas, garotos de uma média de 20 anos em um Pub daquele nível.

É um lugar grande, bem espaçado com algumas mesas a frente de um palco e outras encostadas na parede e ao lado do bar, fora as mesas no centro. No alto, uma luz um pouco forte que as demais, mas não clareava o ambiente. Tudo era iluminado por pequenas e fracas lâmpadas que se aproximavam bastante de nós enquanto estivéssemos em pé.

Rápido uma garçonete apareceu e nos guiou até a minha mesa reservada, ao lado do bar e próxima a parede, de canto com o palco.

– "Felipe" – Falou meu filhote em sua forma humana, meio fortinho e de cara "marruda", aparentando ser meio, chato ou fechado – Que chique em pai – Foi falando ele enquanto se sentava na cadeira, feita de madeira nobre e bem cuidada e pegava o papel com o meu nome – Uma mesa só para você – Com ênfase no "".

– É claro, trabalho para ter no mínimo – Foi respondendo enquanto puxava a cadeira para o meu amor sentar ao meu lado, o dálmata em sua forma humana, um garoto moreno e rosto fechado, sério – O melhor possível que posso pagar – Respondi a ele em tom de que "estou podendo pagar".

– Obrigado – Disse um pouco tímido o meu amor se sentando e ele mesmo puxando a cadeira para perto da mesa, enquanto eu ia para o meu lugar, entre ele e o meu filhote.

Enquanto o meu amigo Michel, o tigre branco e um pouco forte, se sentava, o garçom se aproximou da mesa perguntando:

– Senhores, o que vão beber?

– Traga uma garrafa da minha batida exclusiva – com ênfase na palavra 'Exclusiva' olhando na cara do meu filhote – Por favor, para todos – Terminei.

***

Estávamos na mesa conversando, com a garrafa de batida de chocolate na mesa na metade, e cada um com uma taça. A minha quase vazia, a do meu amor, quase cheia ainda, enquanto a do meu filhote estava pela metade assim como a do Michel.

Contos de Um Lobo na Cidade - Vol. 2 - Histórias Não ContadasOnde as histórias ganham vida. Descobre agora