Carlos Eduardo

- Pai. - O chamei ao entrar em seu escritório.

- Diga.

- Esse assalto?

- Não acho que seja proposital. Acho que Rebekah foi uma vitima escolhida.

- Por isso aumentou a segurança?

- Sim, mas sua irmã é teimosa.

- Puxou a quem será? Os Albuquerques são assim.

- São mesmos, mas o garoto podia deixar sua irmã ali e a ajudou ela. -
Ele disse se referindo a Charles.

- E será que ele é bom pra cuidar dela?

- É sim, ele disse que faz karatê ou judô algo assim. Sua irmã não
gostou muito é claro, mas será bom pra ela. E ela terá que obedecer agora.

- Ah terá mesmo. - Eu suspirei - Alguma novidade quanto a empresa? Enquanto tive fora?

- Os acionistas estão gostando do seu desempenho.

- Que bom... Maria Clara tem ajudado bastante, acredite.

- Esse casamento não foi tão ruim assim então? - Meu pai disse rindo.

- Longe disso. Estamos nos entendendo. - Era bem mais que só nos entender, eu pensava comigo. - Conseguiu mais alguma coisa do Bruno?

- Ainda não, ele não é uma pessoa fácil de encontrar.

- Eu preciso saber meu pai.

Ele ia dizer mais alguma, mas fomos interrompidos.

- Carlos Eduardo, está tarde e estou cansada... podemos ir embora?

- Me esqueci completamente da hora, podemos sim. - Eu disse e me virei para meu pai. - Amanhã terminamos nossa conversa.

- Ok. Boa noite crianças. - Ele disse, fazendo Maria Clara dormi.

Nos despedimos dos demais e nos dirigimos para casa. Notei que Maria Clara estava inquieta.

- Amor... - Eu disse fazendo ela olhar para mim. - Fica calma, não vai acontecer nada. - Ela me olhou preocupada e encostou a cabeça em meu ombro e eu fiquei feliz por esse acontecimento.

Quando chegamos a chamei e ela acordo rapidamente, mas estavamos cansados. Ficar em hotel sem passear como fizemos deixava qualquer um exausto.

- Vou tomar um banho. - Ela disse, depois que estavamos devidamente instalados em casa.

Eu vi ela indo em seu quarto, estranhei e a segui.

- O que você está fazendo? - Eu disse surpreso.

- Minhas roupas ainda estão aqui. Vim pegar um pijama limpo.

- Ah é verdade. Amanhã vou pedir para a Angélica fazer a mudança.

- Não precisa, deixa que ei faço isso. Eles devem desconfiar da gente.

- Ok, eu deixo. - Eu disse me aproximando por trás dela.

- Ei, eu preciso tomar banho. - Ela disse, tentando se "livrar" de mim.

- Vou com você. - Disse beijando seu pescoço, deixando-a arrepiada.


- Você sabe que a última coisa que vamos fazer é tomar banho.

- Essa é ideia.

Ela sorriu e me olhou calmamente.

- E é uma idéia tentadora, mas hoje eu só preciso de um banho.

- Tá bom, tá bom...

Ela foi pro banho e eu fiquei deitado na cama. Quem diria que hoje eu estaria aqui tão vulneravel a me apaixonar. Ela saiu vestindo apenas uma camisola, o que a deixava ainda mais sexy.

- Você não está querendo só dormir né? - Eu insisti.

- Claro que sim, estamos cansados.

- Você não está me convencendo.

- Vai pro banho. - Ela pediu gentilmente.

Fui pro banho após muita insistência, demorei uns 15 minutos e por Deus eu estava cansado mesmo. Ela sabia exatamente como eu estava. Depois que eu sai e me vesti, ela já estava na cama. Me deitei ao seu lado e ela se aconchegou junto ao meu corpo.

- Carlos Eduardo?

- Sim...?

- Por que você nunca se apaixonou? Quer dizer um homem como você, teria muitas mulheres.

Eu a olhei buscando entender o motivo da sua pergunta.

- Eu era apaixonado Maria Clara, mas eu a trai, uma semana antes do nosso casamento. Ela descobriu tudo e foi inevitável, terminamos. E depois eu me tornei um homem mais frio e incapaz de entender as mulheres, até aparecer você e eu estava disposto a tornar sua vida um inferno, mas não consegui.

- Eu também.

- Você também o que?

- Estava disposta a tornar sua vida um inferno, literalmente.

- Fomos surpreendidos não é? - Eu disse e ela sorriu.

- Sim fomos.

Ela ficou olhando pro nada e eu já fiquei preocupado.

- Ei, o que foi? - A chamei, fazendo com que ela despertasse do seus pensamentos.

- Só pensando até quando iremos ter esses momentos.

- Iremos ter por muito tempo pequena. - Eu disse depositando um beijo em sua testa e assim acabamos adormecendo. Ela, literalmente em meus braços e por mais que eu tentasse me virar para o outro lado ela permanecia ali. A impressão é que ela se sentia segura daquele modo e eu também não queria acordar desse momento.

Bruno

"Merda..." - Pensei e soquei a parede.

- Isso não vai te levar a nada cara. - Um dos meus capangas dizia.

- Se aquele playboyzinho não aparecesse teríamos pego a garota.

- Mas não é ela que queremos não é mesmo?

Ele tinha razão, não era ela. Eu queria a Maria Clara, ela sumiu e eu só
consegui achá-la alguns dias depois.

- Demos um susto neles e isso basta.

Ele saiu e me deixou sozinho. Eu precisava agir e logo.

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Bom Dia meus amors... Capitulo Especial pra vcs 😍

O que será que o Bruno irá aprontar agora ein ?

Sugestões???? 😱😨😱

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