Capitulo 2

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~Manu~

Acordei cedo como de costume, sendo a "filha" do presidente tenho muitos compromissos e horários.
Hoje tenho aula de francês, esgrima, balé, natação, tênis e dança de salão.
Todos pensam que é fácil ser da família do presidente, mas não é nada fácil; viver desse jeito com horários, e compromissos o tempo todo é cansativo. Mas a filha do presidente tem que ser o exemplo perfeito da garota perfeita; não quero ser uma garota perfeita, apenas uma garota normal. Tenho tantos compromissos que não me sobra tempo para fazer as minhas coisas, como fazer amigos, não tenho amigos, as pessoas que se dizem meus amigos são apenas interesseiros; e quando eu faço amigos de verdade meus horários e compromissos os afastam de mim. Não faço nada para me divertir, não tenho tempo, pois estou sempre ocupada passando para a sociedade a imagem de garota perfeita. Seria bom se tivesse uma irmã, talvez, não seria tão solitária. Lógico que amo meu pai e minha mãe, mas eles são mais ocupados do que eu, ser presidente e primeira dama é exaustivo, nunca tem tempo para nada.
Bem, depois de refletir sobre minha vida, tive que levantar pois tenho malditos horários para cumprir.
Mas, ultimamente não me sinto muito bem, sei lá, tenho ansiedades repentinas e um formigamento nas mãos, mas não tenho ideia do que pode ser!
Assim que levantei tomei um banho rápido, e coloquei uma roupa pra jogar tênis, pois é minha primeira aula do dia.
Alberto entrou no meu quarto e arrumou minha cama enquanto me penteava.
Ah, esqueci de mencionar, Alberto é meu mordomo, está sempre me seguindo por todos os lados onde quer que eu vá, às vezes é um pouco chato, mas na maioria das vezes eu gosto, pois ele me faz companhia.

—Manu, seu pai está chamando, tem visita para senhorita- ele me chama de Manu, não gosto de senhorita Manuela, senhorita pra cá, senhorita pra lá, é muito chato. Então combinamos que é só Manu. Mas às vezes escapa um "senhorita" como agora por exemplo

—Obrigada Alberto, peça pra dizer que já desço- sorri e o mesmo assente e sai.
Terminei de me arrumar e desci fui para a sala de jantar, mas não tinha ninguém lá.

—Pai?- perguntei alto

—Na sala de estar querida- respondeu
Quando cheguei lá, não acreditei no que vi. Uma garota igual a mim. Ficamos nos encarando até eu quebrar o silêncio entre nós

—Como isso é possível?- pisquei várias vezes pra ver se não estava ficando louca. Juntos de nós tinha um casal, uma mulher loira muito bonita, e um homem, não sei quem são, nunca os vi.

—Manu, temos que esclarecer algumas coisas, sente-se por favor- papai apontou pro sofá e me sentei.

—Vamos te contar contar algumas coisas e peço que não se apavore- o homem se pronunciou e eu apenas assenti- Manu, meu nome é Otávio e essa aqui é Rebeca, somos seus pais!

O que? Não! Isso é impossível!

—Me desculpa, mas, meus pais faleceram quando eu era bebê! Estão mortos- esclareci dando ênfase no "mortos".
Assim que disse isso Rebeca me olhou com lágrimas nos olhos e balançou a cabeça negando.

—Somos seus pais Manu! Estamos vivos! E aquela é sua irmã gêmea, Isabela- Rebeca apontou para a garota idêntica a mim que se mantida em silêncio.

—Não, não, diz pra eles, diz pra eles fala!- olhei para meu pai e lágrimas começaram a escorrer por meu rosto.

—É verdade Manu- disse um pouco receoso, olhei para Rebeca e Otávio, meu mundo caiu, estava sem chão. Como assim? Meus pais estão vivos?

—Vocês..estão vivos! Então porque...porque me abandonaram? Eu era apenas uma criança, não se faz isso com uma criança!- estava me segurando antes, mas agora, desabei em lágrimas.

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