Capítulo 45

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Para falar a verdade eu não sou acostumada á mentir. Mais nessas últimas duas semanas, está sendo de longe as piores estratégias que alguém poderia inventar. Fiz o possível para despistar qualquer tipo de chance de descobrirem. Eu havia literalmente me mudado para minha casa, já que os pais de Matthew haviam voltado. Mas todos os dias dona Katherine me ligava, ela estava desconfiada.

- Pode apagar á luz filha.

Não conseguia dormir, nem ao menos pensar direito. Eu estava agoniada, sem notícias dele. O pior pensamento sempre me atormentava. Savannah sempre me dizia que tudo iria dar bem, apesar de nem eu ter contado para ela o que estava se passando.

No dia seguinte tudo se repetiu, mesmos papos, mesmos gestos, mesmos pensamentos. Enquanto mamãe levava Sasah para outra sessão de tratamento. Fui fazer compras em um mercado próximo de casa, ao qual eu acustumava á ir quando era pequena.

O ar estava deixando minha boca ressecada, de tanto chorar minhas narinas estavam entupidas. Em volta dos meus olhos, estava um preto azulado, ao qual chamava atenção muito facilmente.

- Bom dia Emma.

- Bom dia Doroti, quanto tempo. - recebo um abraço confortável, seu olhar vasculha meu corpo, sinto-me vazia.

- Você está bem? - ela indaga - Como está Savannah...?

- Ela está ótima, bem melhor do que esperado. - Seus cabelos grisalhos, já estavam mais visíveis, antigamente Doroti pintava seus cabelos mensalmente, para parecer mais nova.

- Diga para sua mãe que irei visita la em breve.

Recebo mais um abraço e logo estou olhando as prateleiras sozinha novamente. Seria engraçado se tudo isso fosse um pesadelo? Queria tanto ele aqui comigo.

- Mais alguma coisa? - aceno que não com a cabeça.

Ando novamente de cabeça baixa, com as sacolas na mão; sentindo lágrimas caírem em minhas bochechas.

O amor é uma fraqueza.

Que consegue fazer você estar no seu melhor e logo em seguida estar definitivamente abalada. Eu havia lhe pedido para ficar e resolver, mas não havia pensado no que aconteceria.
Meus planos haviam fracassados por completo, não havia dúvida que ele não voltaria.

Eu estava um desastre fisicamente. Havia abandonado completamente á escova de cabelo, os banhos relaxantes, tudo que contribuiria para meu bem estar.

Quando elas voltam para casa, preparo um lanche para nós. Com baixa auto-estima.

- Emma, você não pode ficar assim.

- Mãe, eu estou bem.

- Sou sua mãe Emmanuela, fala logo!

- Mãe, eu não.. - meu celular começa a tocar, olho em direção á instante que deixo o celular carregando. Estava no mesmo lugar á uns dois dias.

Atrapalhadamente cambaleio até o mesmo e com as mãos tremendo atendo á chamada.

- Alô?! - digo.
- Emma? Emma? - Micael, eu já reconhecia essa voz, eu estava em estado de choque, pelo fato de não ter sido Matthew á ligar.

- Matt.. - balbucio.

- Sou eu Micael.. - sua voz falha.

- Aonde esta está Matthew? - queria obter respostas práticas e óbvias.

- Ele não pode falar agora, mas você precisa prometer que não irá ir no parque da Divisa amanhã as oitos da noite.

- Tudo bem... - fui interrompida por final de chamada.

Com toda certeza eu irei amanhã anoite na Divisa.

[...]

Coloquei um manto com capuz, e botas grandes, parecendo mais uma andarilha do que uma moça. Com o dinheiro que havia guardado em baixo do coxão, havia conseguido passagem de ônibus ida e volta para a Divisa.

Já estava escuro, quando cheguei o mais próximo possível do parque, havia um casal sentados embaixo de uma árvore. Uma criança caminhava alegre com quem eu seduzia ser seu pai.

Avisto alguém parado sentado em um banco, de cabeça baixa. Como se tivesse desapontado ou esperando alguém. Vou até o balanço que estava vazio, me sento abaixando o capuz ao qual me vazia parecer melhor.

Alguns minutos se passaram enquanto, ainda estava preocupada com o que aconteceria.

O céu estava cheios de estrelas, enquanto carros iluminavam as estradas com seus faróis. As pessoas já estavam indo embora, quando vejo alguém se aproximando.

Um homem senta ao meu lado sentado-se no balanço ao meu lado.

- Que noite bela, não é? - o homem pergunta para mim. Sua voz era grave, dando-me cala frios.

- Verdade.

- Então o que uma garota como você faz no meio de uma cidade, há essa hora da noite. - em nenhum momento ele olha para mim.

- Talvez esperando um milagre - começo a rir.

- Talvez o milagre esteja á esperando. - ele sorri e olha para mim, o reconheço era pai de Sofhia.

- O que você está fazendo aqui? - pergunto-me eletrizada por minha companhia.

- Não fique preocupada, fizemos um trato - ele sorri de um jeito esnobe.

- Aonde ele está? - pergunto ansiosa, ao mesmo tempo temendo.

- Você não está vendo aquele jovem naquele banco? - ele diz apontando para o homem, eu não podia acreditar que seria...

- Matthew? - meu peito estufa de felicidade, enquanto saiu correndo em direção dele. Meus passos largos fazem com que o caminho fique cada vez menor.

- MATTHEW - sua cabeça se ergue, mostrando um sorriso de felicidade.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora