Mundus Sine Velum - Um Mundo Sem Véu - 3

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Irmãos Unidos

"...não!"

Senti um vento forte passar pelo meu corpo comprido.

"Que vento é esse? Onde estou? Oque está acontecendo? ", eu me perguntava em minha mente.

Lentamente abri meus olhos e vi o chão. Sem aproximava rápido. Muito rápido.

– Ah! – Gritei alto ao sentir meu corpo inteiro bater no chão duro de não-terra. Fechei os olhos caindo.

Me lembrei.

Meu corpo estava doendo muito, novamente abri os olhos.

Tremendo de fraqueza, me ergui, me apoiando na minha base da cauda e olhei para cima.

Arregalei os olhos ao ver meus irmão, Eric e Kany Sendo jogados como folhas ao vento de um buraco na parede do alto do prédio.

– Irmãos! – Berrei do chão enquanto eu os via cair livremente e inconsciente assim como eu.

"Eu não tenho escolha mesmo... Desculpe mãe...", em minha mente, precisei me desculpar e rapidamente, rastejei pelo chão em círculo e fui ao centro. Retirei meus braços que estavam colados ao corpo de escamas.

Logo, dentro do círculo que eu havia feito fracamente no chão. O Vento se formou em volta e subia rápido apaziguando a queda de meus irmão ao chão.

Me virei para olha-los e atrás de mim. O Chão tremeu e se rachou.

".... Não! ", pensei me virando, mas fui novamente acertado nas costas e jogado contra uma outra grande parede.

– Ah! – Novamente gritei ao sentir o meu corpo bater, ao cair no chão e me levantar, agora com um sangramento na minha cabeça que escorria por entre meus olhos.

Olhei para frente e vi a mulher no alto, no buraco do prédio apenas olhando acompanhada de seus homens, e Lilly sendo segurada pelos braços da mulher.

A minha frente, três grande não-humanos que vinham em minha direção em passos largos mas muito lentos. Obviamente, eu parecia ser o único perigo ou o único que não havia desistido da luta.

Respirei fundo.

– Que minha mãe me perdoe pelo que irei fazer... – Falei normalmente e embaixo de mim, o círculo de formou sozinho. O vento forte soprava de trás de mim. Nesse momento, senti o forte cheiro de terra, arvores, plantas mas não de agua corrente, apenas o mar a vista, mas longe.

Rápido, voltei minha visão para os grandes não-humanos.

O céu se fechou tão rápido quanto o vento passava por mim. Não consegui segurar a minha lágrima de desapontamento comigo que desceu e tentou limpar um pouco a sujeira de meu rosto.

– Jeff! – Ouvi Eric gritar meu nome, longe. Erguido e soltando os braços do corpo também.

Eu o olhava machucado e não sei se ficava feliz por ele estar vivo ou triste por ele também estar tão machucado quanto eu.

– Vamos! – Gritou-me ele novamente.

O céu relampejava.

– Ok! ... – Gritei em resposta para ele um pouco temeroso.

O círculo de formava em volta de Eric, um pouco diferente do meu, mas ele estava fazendo o mesmo que eu.

Um dos grandes coisos percebendo que Eric estava consciente e vivo, parou e virou-se para ele.

– Eric! – Chamei de preocupação.

– Comece Jeff! – Ele me respondeu.

Levantei os braços, agora eu notei como eles eram semelhantes aos braços humanos.

Relâmpagos apareciam no céu, mais e mais, clareando-o.

Abaixei meus braços força e um grito.

O círculo em baixo de mim girou rápido um pouco acima do chão e o relâmpago desceu do céu e acertou em cheio o não-humano que estava virado para Eric.

– Eu também! – Eric falou alto e fez o mesmo gesto que eu havia feito e um relâmpago desceu do céu e acertou o mesmo não-humano.

Novamente o chão tremeu perto de mim, e o primeiro que havia se aproximado de mim agora se preparava para me acertar novamente.

Forcei-me a matar ao menos um deles com a ajuda de Eric, até que.

O chão próximo a mim e em baixo dele se abriu e o engoliu tão rápido que não houve tempo para entender.

– Vá logo Jeff! – Gritou Kany longe e erguida, com os outros – Seu mole! – Ela gritou para mim, conseguindo me fazer sorrir.

– Jeff! – Eric chamou sorrindo e apontando para o grande a frente dele, os relâmpagos o estavam fazendo pegar fogo e o destruindo.

– Mais! – Gritei para ele, forçando mais um relâmpago a descer nele do céu.

– Mais! – Gritou Eric se forçando a fazer o mesmo.

Momentos depois, ouvimos o som de algo rangendo e explodiu em pedaços a nossa frente.

***

– Segure-a Moph – Pediu a mulher com o livro para o homem que estava ao lado dela de sobretudo vermelho.

– Claro querida – Respondeu ele, pegando firme no pulso de Lilly – Vai lá? – Perguntou a ela.

– Sim – Respondeu ela e complementou – Você faz ideia de como esses robôs são caros atualmente? Acabei de perder dois! Nossa, tanto dinheiro jogando no lixo.

– Ah sim, verdade né? – Comentou ele, apenas olhando ela saltar do buraco do prédio e pousar no chão tranquilamente com a ajuda da magia do livro em sua mão.

Rapidamente, tirou um pequeno controle da mão e apertou-o para o ultimo robô que ainda restava que estava caminhando em direção a Jeff.

Ele parou e não se mexeu mais.

Um dos irmãos de Jeff, percebendo que havia parado de se mexer, deslizou pelo chão, se ergueu e saltou para cima do robô.

– Saia de perto do meu brinquedo criança! – Apontou a mulher para o garoto jovem de longe, e como se o tivesse apanhado, o jogou para trás, até ele bater na parede e cair inconsciente no chão.

– Não! – Berrei vendo a cena, e logo voltei a deslizar para onde eles estavam.

***

– Deixa eu acabar logo com isso – Falou a mulher entre Eric e Kany, os únicos erguidos. Os outros estavam juntos mais atrás sendo encurralados pelos guardas armados.

– Não vai derrotar nós sua... – Parou para pensar Eric por um instante – Humana feia! – respondeu ele com orgulho.

Rápida, ela soltou o livro que parou um pouco abaixo dela e flutuando com energia roxa a sua volta, ela ergueu os braços para o lado.

Kany e Eric tiveram apenas tempo para ambos colocar um braço atrás do outro na frente de seus rosto antes de serem acertados em cheio pela mulher e numa explosão, serem jogados para trás muito feridos e, além de sangrando, totalmente inconscientes.

– Droga... – Comentou a mulher reclamando – Se defenderam com um escudo bem a tempo...

– Que pena em? – Morph desce pousando no chão com Lilly sendo segurada ainda e já com cara de cansada por tanto que havia gritado e chorado dentro do prédio.

– Por que que pena? – Pergunta a mulher para Morph mas olhando para mim.

– Porque teria sido duas cobrar com uma lança só – Responde ele rindo da piada.

Depois daquela piada, meus olhos se encheram de lagrimas e ficaram pesados e eu apenas sentia, meu corpo voltar a forma humana.

Minha última visão foi a de meu corpo parando na transformação entre o que eu sou, e o que me mostrava ser.

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Contos de Um Lobo na Cidade - Vol. 2 - Histórias Não ContadasOnde as histórias ganham vida. Descobre agora