Capítulo 12 - Mesmo quando o passado volta a bater em sua porta - Parte 2

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Obs: Esse arco do passado do Caio será narrado em terceira pessoa para que vocês leitores tenham um panorama geral de tudo que ocorreu, depois a história volta para narrativa em primeira pessoa.

Entre Sem Bater

Por Andréia Kennen

Capítulo 12

Mesmo quando o passado volta a bater em sua porta?

Parte 2

— Oi, Caio — cumprimentou a colega de sala de Caio, debruçando-se sobre a mesa dele. — Vamos juntar o pessoal da sala em uma festinha na piscina na casa da Samara, saiba que está intimado.

— Não posso — respondeu rápido. — Tenho compromisso esse final de semana.

— Quem disse que vai ser no fim de semana? A Sam vai para Orlando no sábado.

— A Samara vai para Disney de novo?

A que fazia o convite deu de ombros.

— Parece que a mãe dela vai levar o Bruninho, o caçula, e ela vai junto.

Caio suspirou, consternado. O irmão de Samara deveria ter no máximo cinco anos e iria fazer sua primeira viagem internacional, enquanto ele mal saíra do estado de Paraná.

— A vida é muito injusta.

— Oi, Caio?

— Nada.

— Mas e aí? — a colega insistiu, encarando-o com os olhos castanhos vidrados nele. — Vai ou não?

— Fala o dia que vai ser então, Luana — ele pediu, perdendo a paciência com o convite sem detalhes da colega.

— Hoje, ué! Agora à tarde, as aulas acabaram mesmo. Vamos todo mundo almoçar lá e torrar no sol na beira da piscina o resto do dia. Vai ser super divertido. E aí, o que me diz?

— Eu... — Caio ficou constrangido em ter que justificar que precisava pedir permissão aos pais antes.

— Liga para sua mãe, bobo — a menina respondeu como se tivesse lendo os pensamentos dele. — A família da Luana estará em peso lá. Se quiser pede para sua mãe ligar para dona Soraya e confirmar com ela. Afinal, é uma confraternização da nossa sala.

— Tá — ele aceitou para que Luana parasse de argumentar e terminou de guardar os materiais dentro da mochila. — Vou acompanhar meu amigo até a rodoviária e no caminho converso com minha mãe e te dou uma resposta.

— O Argentino?

— É.

A menina fez uma cara de desânimo.

— O que foi agora?

— Bem, a intenção era que você chamasse ele também — ela riu sem graça, voltando a ficar ereta. — Era a ideia das meninas.

— Eu acho que não sou tão bem vindo quanto esperava. Vocês querem o Cassiano.

— Lógico que não, besta! Mas você é todo certinho, né, Caio? Bem que as meninas curtem uns caras mais assanhadinhos de vez em quando. Sem ter que contar para eles que gostam, entende?

— Ah, claro.

"Mas pode contar para mim, ou seja, não estou no grupo dos caras 'assanhadinhos e interessantes'".

— Mas de qualquer forma, você tem que ir, porque...

A menina se deteve ao sentir um puxão na sua orelha.

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