Vinte e cinco - Alice

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Acordei com Jax se mexendo e me puxando para junto dele

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Acordei com Jax se mexendo e me puxando para junto dele.

- Acho que eu poderia fazer isso todos os dias. - disse ele com a voz mole de sono. Me virei para poder encará-lo e dei um sorrisinho. Os cachos estavam por todos os lados.

- Não tenho certeza se você aguentaria.

- Seus olhos escuros se crisparam em duas fendas.

- Isso é algum tipo de desafio?

Dei de ombros, tentando fazer cara de inocente.

- Talvez.

- Eu poderia - começou ele, ainda com os olhos estreitos - provar agora mesmo como você está completamente errada, mas acabei de lembrar de que preciso comprar cerveja azeda para o festival, lá no Buraco. - ele se sentou na cama e colocou a cabeça para fora da janela. - eles vão fechar em trinta minutos e minha mãe chega em mais ou menos uma hora. Se aqueles barris não estiverem aqui quando ela entrar por quela porta, isso - ele apontou para nós dois como um todo. - não vai se repetir tão rápido.

- Bom - disse, dando uma risadinha. -, acho melhor darmos um jeito nisso, então.

Jax voltou a olhar para mim e deu um sorrisinho torto que ressaltou suas covinhas.

- Ainda bem que você não é uma princesa, porque princesas não fazem esse tipo de comentário.

- Não sei se isso foi um insulto ou um elogio.

Jax pulou da cama com um agilidade invejável e se enfiou em suas calças.

- Ah, é um elogio, com certeza. - ele se abaixou e pegou sua camisa, jogada no chão. - Princesas costumam ser absolutamente entediantes.

Eu sorri, sentindo-me ótima por dentro. Quer dizer, Evangeline era praticamente uma princesa em todos os sentidos e lá estava Jax, dizendo para mim que ela era entediante. Não sei se ele sequer percebeu o que havia dito, e de fato Evangeline não podia nem se defender ou tirar satisfações comigo, mas o fato é que aquela simples declaração deixou meu humor, que já estava ótimo, exultante. Tanto que a ideia de visitar o Buraco, aquele lugar um tanto quanto bárbaro, cheio de pessoas que me olhavam como se eu fosse uma assombração, nem me pareceu tão ruim assim.

Me coloquei de pé e me troquei, muito consciente dos olhos de Jax sobre meu corpo durante o processo. Por fim, ele soltou um longo suspiro.

- Vamos antes que eu desista completamente de sair daqui e te faça tirar a roupa que você acabou de colocar.

Eu ri.

- Olha, não é uma má ideia.

Jax colocou a mão na cintura, soltou o ar dos pulmões e me olhou muito sério.

- Mais tarde damos um jeito nisso. Agora vamos, não quero, de jeito nenhum, trombar com o Sebastian até, de preferência, o festival. Na verdade, até bem depois disso.

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