Médicos

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"Margarida porque é que fazes isto?" pergunta a psicologa do hospital.

Mal entrei naquele consultório odiei aquela mulher, não gostava de médicos e não gostei dela.  "Nunca mais volto aqui, espero que estejas esclarecida." disse à minha mãe. 

Com a minha mãe sempre consegui ser mais aberta para falar do que com a minha avó, ela passa o tempo todo a dizer que sou maluca. Nisto tudo tive que procurar outra psicologa, a doutora Ana, adorei-a completamente. Ela fez-me ver que eu precisava de ajuda psicológica, o que para mim eram tudo tretas, era só uma fase, eu iria passar isso (pensava eu). Ela encaminhou-me para um psiquiatra, deixei de ir às consultas dela.

Dei entrada no hospital pela primeira vez com cortes aos 15 anos. Claro que não fizeram caso algum, perguntava-me coisas e eu respondia, deram-me uma carta, lá estava a dizer que eu tinha "Borderline", como é possível me darem um diagnóstico em 15 minutos? Idiotas. Receitaram-me dois medicamentos: um antidepressivo e um para dormir. Andei os primeiros dias caída de sono.

"Margarida, acorda, é intervalo" uma colega minha viu que estava a dormir. Foi quando começaram a gozar comigo por tomar medicamentos, porque a minha diretora de turma fez questão de dizer a todos. 

E agora começa a minha bola de neve.

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