Prólogo

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                      "As pessoas se apaixonam de maneiras misteriosas
                               Talvez apenas o toque de uma mão
                    As pessoas se apaixonam de maneiras misteriosas
                             Talvez seja tudo parte de um plano"


O Relógio tiquetaqueava incessantemente lembrando-a do quão atrasada já estava. Era o seu primeiro dia de trabalho na empresa de seu pai. Saíra de casa as pressas, com a roupa mal vestida e um tanto despenteada, sequer dera tempo de tomar o café da manhã. Compraria algo no caminho.

Aos 19 anos seu pai criara uma empresa de informática e desde então a empresa só fazia crescer. Não era desejo dela trabalhar nessa área, com 25 anos recém completados, seu sonho era ser escritora. Viver da arte, mas sua mãe não concordava e muito menos apoiava os seus sonhos, ela insistira tanto para que Rebeca tentasse uma carreira mais "sólida", como ela chamava, que acabou vencendo pelo cansaço.
Rebeca Faria uma experiência de 3 meses na empresa do pai, se não se adaptasse poderia fazer o que quisesse de sua vida, ainda assim, sem o apoio da mãe.
Seu pai era um tanto mais flexível, dizia que não se deixasse intimidar pela vida e que fosse atrás do que queria, Mas eu, você e a Rebeca sabemos que não é tão fácil quanto gostaríamos.

Chegando a empresa, após passar pela recepção, foi diretamente a sala de seu pai, que a recebeu com um abraço e um afago calorosos. Ela os retribuiu sorridente, e pediu licença para terminar de se arrumar adequadamente no banheiro do escritório. Alguns minutos após começar a se pentear ouviu vozes na sala, uma das vozes ela reconheceu como sendo de seu pai, a outra ela não fazia ideia de a quem pertencia, mas era uma voz que mexia com seus sentidos, uma voz grave porém suave, confiante. Seu pai parabenizava o dono da voz que mais tarde ela viria saber, chamava-se Gabriel, por algo que executara bem. Ao sair do banheiro deu de cara com o rapaz, ele não era excepcionalmente bonito ou musculoso, mas tinha um sorriso encantador, e era muito educado. Cumprimentou-a com um sorriso e um aperto de mão firme. E ali, algo aconteceu. Uma faísca se acendeu. Ele corou e soltou sua mão rapidamente. Perguntava-se se ela sentira o mesmo, a respiração descompassada, o coração acelerado, a face queimando e a vontade imensa de tomá-la em seus braços..
Ela sentira, e no momento em que acontecera, tudo o que queria era ser beijada por ele, ela sorriu e desviou o olhar na tentativa de esconder o rubor. Tudo se deu numa questão de segundos, mas para eles durou muito mais que isso. Gabriel voltou para sua sala e a partir daí sua vida mudou. Não conseguia parar de pensar em Rebeca, tudo lembrava seu sorriso e ele queria descobrir cada vez mais ao seu respeito. As vezes se achava um tolo, as vezes, que estava se apaixonando. O Problema era que ele não podia se apaixonar, estava noivo, sua noiva estava grávida. Será que era mesmo paixão ou apenas sua mente lhe pregando uma peça?
Já Rebeca estava sempre por aqui e ali perguntando por ele, sobre ele, até descobrir que estava noivo e que sua noiva lhe esperava um filho.

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