Capítulo 39

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- Esta um pouco pra direita - Karen coordenava os movimentos, para que Micael fizesse um balanço na árvore. Sentei na grama enquanto ficava observando o lugar. Matthew carregava um saco preto de lixo, de um lado para o outro, deveria estar se livrando de algumas coisas.


Depois de que eu tive que concordar, obrigatoriamente, por ter que aturar esse lugar pelo menos por uma semana. Tempo demais para quem tinha uma família, correndo perigo. Elas com certezas estavam muito felizes na casa enorme de Matt. Depois que eu sutilmente, deixei ele sem meu toque.

- Ei você é pesada, não sei se irá aguentar - Micael fala, enquanto ela começa mover se para frente e para trás. O balanço parecia que era perfeito para a ocasião.

- Obrigada gre..Micael - começamos a rir, enquanto Micael ficou corado.

- Tudo bem, volto daqui á pouco- caminha para trás da cabana.

- Quando eu era criança, meu pai havia feito um balanço especialmente para mim.
- Não posso falar o mesmo do meu pai - sou sincera, para que mentir?

- Minha mãe morreu no meu parto, meu pai teve que me criar desde então - subitamente ela para o balanço.

- Eu tenho uma irmãzinha - digo sorrindo, talvez ela quisesse saber.

- Serio? Sempre quis uma caçula, qual o nome dela? - ela fica animada com á nossa conversa.

- Savannah.
- Minha mãe se chamava Hannah - ela sorri, ela senta ao meu lado, enquanto eu puxo alguns pedaços de grama.
- Meu pai ele, hmm.. - fica tensa - ele é contrabandista.

Uma revelação inesperada, então liguei os pontos e percebi que eles foram reunidos por causa do pai de Karen, mas o por que, eu não sei. Tentei não parecer surpresa o bastante.

- Meu pai abandonou nossa família ao descobrir, que minha irmã tinha câncer.
Sua boca se forma em um O perfeito, só que então ela me olha preocupada.
- Ela está bem? - seu tom de voz mostrava interesse, fiquei feliz por saber que estávamos nos dando bem.

- Ela está ótima, graças á Matthew, que presenteou ela com o tratamento - um sorriso brota em meus lábios, a sensação de conforto atingiu meu corpo, era tão bom saber o quanto ele gostava dela. Ou amava. Era como se ela fosse sua caçula, não minha. A conexão deles era tão forte, que eu ficava com ciumes na maioria das vezes.

- Voltei, precisamos de ajuda - Micael sorri enquanto limpa suas mãos sujas na calça.
- O que? - resmunga Karen, era engraçado o fato de ela ser tão marrenta.

- Alguém precisa fazer comida - caímos na risada, com o fato de esquecermos sobre isso. Meu estomago rocou ao lembrar da macarronada da mamãe.


Tentei fingir que estava confortável naquela cozinha, apesar disso eu estava com muita fome. Peguei alguns enlatados e esquentei na panela, enquanto Matt não me olhava. Quando terminamos de comer eles lavaram á louça e eu deitei na cama da sala, Micael ligou á lareira e voltou para á cozinha depois de um sono breve, acordo querendo tomar banho. Pego meus pertences e vou ao banheiro, era simples e relembrava minha casa. A pressão da água era tão forte que era prazeroso, ensaboei meu corpo e inalei aquele cheiro maravilhoso de tulipas. Hidratada e molhava fiquei apavorada ao ver que tinha esquecido á toalha. Eu não iria sair do banheiro nua.


- MATT!!! - grito. - MATT. MAAAAAAAAAAAATT.
- O que foi? - ele perguntou, provavelmente no corredor.
- Pode pegar uma toalha. Esqueci de pegar.

Em alguns segundos, ele abre á porta e me entrega á toalha, deposita um beijo na minha bochecha que está pelando por causa da temperatura da água e fica encostado na parede.
Seu olhar era de triste, ele havia ficado magoado comigo e eu com ele. Nada justificaria me trazer para um lugar o qual era deles. Nem queria lembrar que com toda certeza eles treparam varias vezes nesse banheiro.
- Eu te amo, pequena.

- idem - respondo friamente.

- Posso te abraçar? - ele pergunta com um sorriso de canto, que quase não se enxergava.

Anui.
Seu abraço era um conto de fadas, como se tudo fosse possível. Eu me perdia em seu toque e me achava em seus beijos. Seus lábios traçavam as mais perfeitas sincronias, enquanto eu dava passagem para uma perfeita conexão. Era como se estivesse me pedindo desculpas, era tão doce e suave, diria sutil. Minhas mãos o apertaram com mais força naquele abraço, não havia malicia nenhuma por eu estar nua, nem pensamentos de besteirol por meus peitos estarem arrepiados. Simplesmente era á maior demonstração de afeto que eu já havia recebido, doce e generoso. Suas mãos não estavam tentando se satisfazer, mas sim me afagar com leves movimentos de carinho. Seus olhos fechados mostravam o quanto ele não queria parar, mas então brevemente pausou.

- Eu te amo, pequena - ele repete, mais um vez com clareza, enquanto roça seus lábios na ponta do meu nariz.
- Eu te amo, marmanjo.

x Pessoal, hoje o dia foi corrido, espero que isso os satisfaçam, beijinhos!

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora