›» Capítulo 20 «‹

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Olá! Sei que estou atrasadíssima na postagem, mas me desculpem mesmo. Além do wattpad, tenho uma vidinha meio chata e parada, concordo, mas o que sempre pesa são os meus sentimentos. Atualmente, não estou passando por uma fase muito boa, e vou contar um segredo para vocês: escondo muita coisa num sorriso. Então por favor, peço que tenham paciência com as postagens, até porque não posso escrever e sair para as montanhas fugindo de tudo, mesmo que seja a minha maior vontade. Saiba que eu adoro cada um de vocês que leem as minhas palavras, e eu sou agradecida por tudo, principalmente pelos 8K que estamos nesse exato momento, e eu não quero errar em nada nessa história.

Boa leitura!

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A dor de cabeça passa no exato momento em que eu abro os meus olhos e vejo cachos fazendo uma harmonia perfeita sobre o meu peito. Andrea respira com calma, e eu só consigo olhá-la com serenidade enquanto ainda dorme.

A minha maior vontade é de parar o tempo e ficar ali. Qual a possibilidade disso acontecer novamente? O Gary precisa fazer outra festa, isso sim. O que eu mais acho estranho é o fato de ninguém ter vindo aqui ainda. Não que eu esteja reclamando, aliás, ainda bem que ninguém veio. Talvez eles não saibam que eu estou aqui, devem estar deitados pelo chão com uma dor de cabeça latejante. Já tive nessas situações, e não é nem um pouco legal. Para ajudar, pássaros cantarolam e eu tenho vontade de gritar para pararem (como se eles fossem entender, claro), até porque o barulho do piado deles é irritante demais. Só pode ser de manhãzinha para isso acontecer.

Sinto Andrea se mexer cuidadosamente e abrir os olhos. Ao contrário do que pensei que faria, ela sorri para mim, e eu acabo sorrindo junto. Juro que pensei que ela iria me olhar com reprovação e me xingar de todos os nomes possíveis, mas aconteceu o contrário. Ela está com um olhar doce em minha direção, e também não quer sair do aperto. Consigo perceber isso.

— Que horas são? — ela pergunta com uma voz sonolenta, provavelmente com a preguiça de falar.

— Não tenho a mínima ideia, mas deve ser de manhã — respondo da mesma forma. Andrea saí relutante do abraço e senta na cama, passando as mãos no rosto e logo em seguida fazendo um coque desengonçado com o próprio cabelo. Como mulheres fazem isso? Ela anda em direção a um espelho que havia no quarto e se olha, fazendo uma careta provavelmente vendo erro onde não tem.

— Você borrou o meu batom, e olha que é difícil dele sair — ela diz enquanto ergue uma sobrancelha. Eu sorrio cúmplice e levanto da cama, indo em sua direção e parando na sua frente.

— Ah, é mesmo? Nada me supera — respondo e me curvo em sua direção, aproximando os meus lábios dos seus.

— Coitado de você — ela retruca rindo e desvia do meu rosto, se afastando do meu contato e virando de costas para mim. Passo os meus braços pela sua cintura e aproximo meu corpo novamente do seu, deixando meu rosto ir na curva do seu pescoço. Ela se arrepia e joga sua cabeça vagarosamente para trás, encostando em meu peito. Distribuo beijos pelo seu pescoço, vendo o quanto ela gosta daquilo.

— Parece que eu estou certo.

— Você está pedindo um desafio, Ben? — Andie me questiona.

— Isso virou um jogo? — a respondo com outra pergunta, e vejo que ela apenas solta um sorriso de canto. Sei que se ela jogar comigo vai ser pior porque eu ficarei totalmente rendido. Pois é, estou ferrado e nas mãos daquela garota, mas sabe o orgulho? Então, ele bate mais forte. — Tudo bem, vamos ver quem ganha — finalizo e ela gargalha, virando de frente para mim e passando os braços ao redor do meu pescoço. Andrea desce as suas mãos vagarosamente pelo meu peito, e a minha mão, que está na sua cintura, começa a vacilar. Fecho os meus olhos e solto um suspiro ao sentir o seu toque embaixo da minha blusa preta. O que ela está fazendo? Certo, aquilo é bom, eu sei.

Além do MarWhere stories live. Discover now