Chapter 38: Céu, eu estou no céu

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Olá pessoal! Hoje tem Capítulo 2,5 e 1!! UHUU

Pensei em separa-lo, já que tem conteúdo e tamanho para dois capítulos e mais um bônus, mas como fui vacilona semana passada uni tudo em um só capítulo e percebi que assim ficou realmente muito melhor.

Não coloquei foto e sim uma música no capítulo, pois ela transmite exatamente tudo o que escrevi aqui <3.

Cheek to Cheek - Ella Fitzgerald e Lous Amostrong

Um grande beijo!


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Emma

Suas calças estão no chão perto dos seus sapatos e meias. Minha saia, que ele ferozmente rasgou do meu corpo, está jogada em cima de uma das poltronas, perto de sua camisa desbotoada. Não faço a menor ideia de onde está seu paletó ou sua gravata.

Após deixar bem claro a Sean que o eu queria, tudo ficou tão maravilhoso. Ele me atacou, rasgando minha saia enquanto eu arrancava sua camisa em um único puxão forte, que fez com que diversos botões voassem pelos ares. Passamos o resto do dia em sua cama, sim aquela era sua cama! Ficamos bem agarrados namorando por horas, e assim ele me disse que aquele era seu quarto. Eu quase morri com essa revelação, e quando o confrontei perguntando o porquê não me deixou em um de seus quartos de hospedes, ele simplesmente me disse que me queria em sua cama e ponto.

Claro que quando Sean disse isso eu senti uma queimação interna bem gostosa e já pensei besteira, porém ele confirmou que mesmo me querendo muito – sim ele disse isso – não estava confiante em me ter no sentido carnal, afinal eu preciso de seus cuidados. Ele apenas estava preocupado e queria cuidar de mim. O quão fofo é isso?! Não disse isso a ele, claro, nenhum homem gosta de ser chamado de fofo, mas ele foi.

Dizer que nos beijamos muito seria eufemismo. Sean me deixou diversos momentos sem ar e toda vez que eu pensava que ele tinha me dado um tempo o homem pulava e me agarrava novamente. Após tantos amassos Sean me forçou a tomar meus remédios e descansar. Briguei com ele por isso, porém quando deitei capotei durante horas e toda vez que acordava ele estava deitado comigo, suas pernas entrelaçadas nas minhas e seu corpo colado ao meu. Nesses breves momentos em que eu estava acordada nós conversávamos.

Sean, massageando preguiçosamente minha coxa, me contou sobre os tempos de faculdade, como amava demais a torta de framboesa que a sua primeira babá fazia, o quanto amava seu cachorro Lev, e como veio para Nova York. Londres era a sua casa e consigo sentir isso toda vez que ele me conta algo sobre "como era sua antiga vida". Seus olhos brilham e o sorriso aparece fácil em seus lábios. Vê-lo assim aquece meu coração á um nível que eu nem sequer achava possível, deixando-me feliz também. Em seguida, ele tentou saber um pouco mais de mim, porém isso me deixou apreensiva.

Okay, pode parece algo bobo, contudo eu sou uma maldita garota esperança! Não que isso me envergonhe, não é isso, porém não quero que ele sinta pena de mim. Todos que descobrem sobre isso fazem a mesma coisa, me olham mais profundamente e me julgam. Seus olhos me dizem o que pensam, "pobrezinha" ou "coitadinha" dela. Sempre transborda pesar e tristeza, como se minha vida fosse uma merda. Lembro-me de quando fui à mercearia do senhor Francesco pedir emprego, ele ficou sabendo por acaso da minha situação e depois disso começou a me dar suco de caixinha de graça por pura pena.

Como se um suco fosse me fazer feliz! Tudo bem, até fazia, era um ótimo suco.

No entanto, isso me irrita demais. Sei que muitas vezes me aproveito – não sou boba né – um exemplo foi meu emprego com o senhor Maxon, contudo fico pensando: Qual é o problema em ser órfã? Tudo bem, eu fui jogada fora que nem lixo. A pessoa, que eu não faço ideia de quem seja, que me largou a beira da morte naquela estrada, definitivamente não me queria. Por isso, hoje sei que a melhor coisa que me aconteceu foi ser encontrada e acolhida pelo lar. Nós não tínhamos dinheiro, tudo era doado por instituições ou pelo governo, mas tínhamos algo mais valioso e importante. Amor.

Sempre sua Luce  (COMPLETO)Leia esta história GRATUITAMENTE!