Capítulo 59.

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Alice.

      O Davi desce do palco, com todo mundo aplaudindo ele.

- Ahazzooo.- Lanna diz e ele sorri.

- Vou pegar alguma coisa pra beber, já volto.- Ele diz e eu olho pro Rhuan.

- Eu também vou pegar alguma coisa pra beber, você quer?- Pergunto.

- Não, não. Obrigado, vai lá. Mas volta logo em.- Ele diz e sorri, e eu também.

- Ok.- Sigo o Davi, e ele nem percebe que estou atrás dele.

- O que tem pra beber?- Ele pergunta.

- Bebida, uai.- Digo e o carinha do bar ri.

- Hahahahaha. Muito engraçado.- Ele é sarcástico.- Fica caladinha fica.

- NOOO.- Digo.- Se eu não calar, vai fazer o que?- Pergunto cruzando os braços.

- Experimenta só pra ver.- Chega bem perto de mim, já que ele é muito alto, parece uma parede na mim frente.

- Não calo.- Fico na ponta do pé, pra dar altura ao seu queixo. Num movimento brusco, ele pega na minha cintura, e "puxa" meu cabelo, colando minha boca na dele.

- AEEEEEEEE.- Ouço gritarem e coloco minha mão na nuca do Davi, não aguentando mais ficar na ponta do pé, mas não paramos de nos beijar, e todo mundo gritando cada vez mais forte. E logo reconheço a voz dos nossos amigos, e da shippadora mais forte: Beatriz. Paro de pensar um pouco neles, e começo a pensar no quanto eu estava com saudade desse beijo. Nos soltamos, por falta do ar, e o Davi me encara, e logo sorri. Rio da Beatriz gritando, e o Rhuan do lado de uma menina, que eu nem conheço, nem quero conhecer. Menos um peso na minha consciência. Davi tira a mão da minha cintura, e eu sinto vontade de me esconder em algum lugar, de tanto que a Beatriz ta gritando, parece até que o Vasco ganhou um campeonato. Por que é assim que eu estaria se isso acontecesse.

- Me esconde por favor.- Digo pro carinha do bar, que ri.

- Acho que a gente precisa conversar.- Davi diz no meu ouvido, e eu faço que sim com a cabeça. Ele me puxa pela mão, e me leva pra um canto.- Primeiro, eu queria te dizer uma coisa antes. Eu.Não.Te.Traí.- Ele diz devagar, como se eu não estivesse entendendo.

- Tá.- Reviro os olhos.- Você tava diferente, Davi. Não falava comigo direito, não saía desse telefone, e depois vinha com cara de culpado me beijar. Eu já fui traída duas vezes, eu sei muito bem como é.- Respondo.

- Eu não te traí, que porra!- Ele se estressa.- Eu tava preparando tudo pra te pedir em casamento.- Ele diz e meus olhos se arregalam no exato momento.- Eu ia te pedir, no dia que que você terminou comigo. Já tava tudo pronto, já tinha comprado as alianças, tinha já um plano pra te levar no parque, flores, chocolate... tudo. Mas você prefere sempre pensar no pior, e nunca acredita em mim. Que era seu namorado, e você deveria acreditar mais em mim do que em qualquer pessoa. Por que, como você namora com alguém que não tem confiança? Nós estavamos juntos a quase dois anos, olha por tudo que a gente passou. Acha que se eu quisesse outra pessoa, teria passado por tudo isso com você? E eu estava culpado sim, estava culpado por não dar a atenção que minha namorada devia receber.

- Davi, para. Você não sabe o quanto doeu em mim. Você não sabe quantas vezes eu me tranquei no quarto, chorando baixo pra ninguém ver o quanto eu tava sofrendo por terminar com alguém que eu amo. E mais ainda por pensar que essa pessoa me traía. Eu confiei em você, muito. Por isso doeu tanto, a primeira vez em que isso não aconteceu. Eu nunca confiei, nem amei tanto uma pessoa quanto eu te amo. E você sabe muito bem, ou talvez não saiba, sei lá. O que é ficar longe de quem você ama. É uma dor terrível.- Digo e ele fica quieto me olhando.

- Me perdoa?- A gente diz junto.

- Te perdoar por que? Você não fez nada.- Eu digo e ele sorri. E sem dizer nada, me beija. Paramos o beijo em selinhos, e ele diz no meu ouvido:

- Eu nem sei o nome do sentimento que eu tava, desse beijo e de você. Uma coisa muito, muito mais forte que saudade.- Ele diz e eu sorrio.

- Sinceramente, eu ainda não sei por que a gente não tá se beijando mais.- Digo e Davi solta uma risada.

- Se eu soubesse que era só a gente se beijar, pra gente voltar, eu já tinha te beijando a muito tempo.- Ele diz e eu dou uma risada alta. E bato no ombro dele.

- Te amo.- Falo e ele me beija, enquanto a gente sorri.

Apaixonados por Acaso (EM REVISÃO)Leia esta história GRATUITAMENTE!