Capítulo 33

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Seus olhos se arregalaram, enquanto eu me afastava mais daquele momento estranho.

— Você.. é.. lesbica? - sua pergunta me fazer rir, sua cara de decepção é contagiosa.

— Ah muito tempo - minto.

— Não acredito nisso, bem mas você fez á escolha certa - ele diz se ajeitando na poltrona vermelha.

Depois de alguns minutos de silêncio torturante, Brianna decide não levar nada, as atendentes fizeram cara feia quando ela saiu da loja reclamando do atendimento.

— Espero que essa loja seja melhor.. - ela fala ao entrar em outra loja. Parecia muito refinado, era de luxo. Brianna tirou um cartão platinado da sua bolsa jeans. Greg ou Micael: ambos são o mesmo.., ficou me olhando talvez não tenha se convencido que isso era verdade.

— Venha comigo vamos tomar um café - Greg me puxa deixando Brianna sozinha. Nem percebeu que havíamos deixado ela falar sozinho.

— Quero te dar umas dicas de como pegar mulher - eu não mereço isso.

— Ah acho que eu não preciso, me garanto - digo olhando para ele, que não tirava os olhos de uma mulher á nossa frente.

— Me escuta Julie, só irei te dar alguns conselhos - ele parece simpático, pede dois cappuccino com espuma, logo sentamos em uma mesa de madeira para duas pessoas. Apoio os cutuvelos na mesa, e a palma da mão na bochecha.

— Sabe você pode tirar proveito com essa beleza - ele começa a falar enquant, eu finjo prestar atenção — Mulheres gostam de homens rebelde, suponha que mulheres rebeldes também.

— Isso não é verdade - de fato era.

— Mulheres se apaixonam por perigo, gostam de se sentirem ameaçadas o que faz elas persistirem em nós. Se fôssemos bonzinhos, iríamos passar despercebidos - eu iria protestar mas iria ficar muito na cara, apenas concordo com à cabeça enquanto ele sorri.

— Não que eu esteja curioso, mas você pega muitas mulheres?

— Varias - digo.

— Tens alguma listinha?

— Para que listinha? - pergunto confusa.

— Eu tenho uma listinha, de quem eu pego - reviro os olhos ao saber disso.

Algumas informações são desnecessárias, ele era muito nariz empinado, se achando o último homem do mundo. Listinha? Me poupe, até adolescentes não fazem mais isso, quem dirá adultos.

Depois de algumas horas aturando uma conversa inútil, voltamos para casa. Tudo que eu queria era ver Matt, meu coração disparava só de pensar em vê-lo. Desço do carro, sigo em direção às escadas correndo, literalmente.

A porta estava encostada olhei para dentro e ele estava segurando um porta retrato na mão, fiquei curiosa, mas antes de ele me perceber guardou atrás do bidê. Por que alguém guardaria algo atrás do bidê?

— Cheguei - digo sorridente, ele me olha surpreso e sorri.

Tranco á porta, atrás de mim, enquanto ele se aproxima mais. Sinto que seu cheiro novamente exilava à sexo, meu corpo corresponde rápido me deixando excitada. Sinto como se meus sangue fervesse nas veias, talvez tudo isso seria à reação de estar apaixonado. Sua calça moletom cinza, que deixava parte de sua virilha aparecendo era muito sedutor, era mais hipnotizante pelo fato de estar sem camisa. Suas mãos encostaram em meus braços, causando uma tormenta, seu hálito de menta mais uma vez me deixa dopada. Seus olhos ficam fixos nos meus, sinto minhas bochechas acederem. Seus lábios tocam às maçãs do meu rosto, suavemente ele vai depositando beijos até chegar na minha boca. Profundo e feros, era perfeitamente o que se enquadrava para essa conexão. Cada vez mais eu ansiava por ele, independente de estarmos zangados ou não.

Uma mão prende meus dois braços em cima da cabeça, enquanto a outra mão alisa meu pescoç, em sentido vai-e-vem. Mordo meus lábios enquanto ele suga o lóbulo da minha orelha, deixando-me mais fraca.

— Eu precisava tanto do seu beijo - ele fala e mais uma vez se entregá em um beijo completo. Era avassalador o modo como beijava, sem dúvidas viciantes.

— Então pediremos pizza? - pergunto sorridente, ao lembrar de ontem. Ele levanta á mão em rendição, enquanto faz uma cara de assanhado.

— Nós dois só pensamos em comer - responde.

Matt estava mais solto comigo, não conseguia ver se o rabugento ainda estava alí, mas á maneira que ele interagia recentemente comigo mudou. Por sorte para melhor. Isso faz com que eu fique com uma pulga atrás da orelha, algo grave poderia estar acontecendo, enquanto ele tenta ao máximo me esconder. Mas como eu tenho boa fé, acredito que ele realmente, deve ter mudado.

Não era como se houvesse mentiras nesse amor.

Autora Narrando.
(Narração em terceira pessoa.)

Nesses dois últimos dias que sua filha ficou fora, Frida optou por curtir sua estadia na casa de Matthew. Savannah nunca havia sentido tanta felicidade, era como se fosse outra vida. A pequenina não largava seu novo mascote, que sempre tentava fugir dela. Já á fiel governanta Judith preparava-lhes os melhores pratos, com sua sabedoria de chefe master, ela deixava as duas de água na boca. Estava tudo indo bem, pelo menos para as três.. enquanto isso Matt estava confuso e perdido, uma notícia muito inesperavel acelerou seu coração, o que ele havia descoberto..

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora