Capítulo 27

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No outro dia..

Á ansiedade estava me deixando paranóica, ao entardecer Matthew havia recebido uma ligação estranha de um cara. Mas eu conseguia ouvir outras vozes. Ele ficou impaciente, como se precisasse fazer algo.

— Emma, precisamos conversas.. - ele disse enquanto eu finjo que estou recém acordada. — Aconteceu uma coisa e preciso partir.

— O que? - perguntei em pulo, fiquei um pouco impaciente. —Tomou seus remédios, ontem anoite?

— Que se foda os remédios, preciso que vocês fiquem aqui em casa. Talvez eu volte em uma semana ou algo assim.

— Você tá louco não podes me deixar por uma semana, eu.. — estava desesperada, mas não podia fazer algo que o impedisse. —me leva com você!

Talvez minha fala precipitada, pareceu um pouco irritada, mas não queria ficar sem ele.. não agora que eu havia me acostumado á ficar por perto e sempre tê-lo em vista.

— Você pode se machucar.. eu posso me machucar. Acho que você não iria querer isso - ele esfrega as mãos es seu cabelo, como se tivesse tentando parar com alguma dor. Sua testa enrugada mostrava sua preocupação, fui cautelosa em pensar antes de responder.

— Você precisa de mim. Você sabe disso - respondi com calma, sua reação foi se jogar ao sofá que havia em frente á sua enorme cama.

— Então iremos partir agora mesmo.

— Mas tão depressa assim? - minha voz sai mais alta que o esperado, ando até ele e fico em pé á sua frente. Logo escuto alguns palavrões saindo de sua boca.

— O que devo levar de roupa?

— Leve o mínimo de roupa possíveis - faço uma mala pequena, enquanto ele está preparando o carro. Fico aliviada em ver minhas meninas á dormirem. Peço para que Judith invente alguma história convincente para ela. Ela promete que irá tomar conta delas e fazer seus melhores bolos.

Fomos para seu carro, mas estava falando no celular então não o interrompi quando começou a dirigir. Ele estava com um semblante preocupado, suas emoções mudavam momentaneamente.

— Na rota 13 vou pegar outro carro, talvez eu pegue outro na Costa Leste. Isso, me esperem na Divisa de Portugal eu estou á caminho.

Costa Leste? O que? Ele estava despistando alguém? Eu estava totalmente confusa, era uma montanha russa de informações ruins. Quando Matt largou o telefone no porta-luvas suas afeições não haviam mudada e eu ficava á me perguntar o que estava acontecendo.

— Assassinaram Kai, os filhos-da-mãe, mataram meu amigo - ele fala entre dentes, com uma raiva atônita.

— Sinto muito. O que vamos ir fazer em Portugal? Iremos para o velório - tentei ser o mais delicada, porém não tenho esse dom em casos como esse.

— Esquartejaram e depois queimaram ele - inspira fundo, nós iremos fazer o mesmo, com o filho-da-puta do Bjorn - informação demais novamente.

— O que? Você tá louco, não deve se meter com isso - grito para ele, mas não parece tocado com isso.

— Eu tentei ficar longe disso, mas sinceramente não consigo. Se você quer ficar por perto tem que ficar calada, para seu próprio bem.

— Agora estou sendo ameaçada pelo próprio namorado? - digo enquanto, me sinto amedrontada, eu pensei em algumas coisas como abrir a porta do carro e me jogar enquanto ele dirigia. Buzinar desesperadamente até que alguém ajudasse ou ligar o pisca alerta.. ok talvez á última não era la das ideias mas eu estava pasma.

— Não por mim, mas os caras que você vai conhecer não são as melhores pessoas do mundo, então não tente criar confusão com o seu politicamente correto - me senti um pouco mais confortável, naquele momento eu queria poder entrar em sua mente, tentei fazer algum tipo de esforço para ver se eu tinha algum super poder, mas me decepcionei.

— Por que está me olhando com esses olhos semi-cerrados?- ele começa á rir, de um jeito grosseiro.

— Nada - disfarço.

Quando estávamos na avenida, quase chegando na rota 13, Matt recebeu outra ligação só que de uma mulher, parecia alguma amiga algo assim. Fiquei atenta, mas não consegui ouvir a voz dela, enquanto ele somente respondia 'aham, ta bom, ok,.."

— Vamos mudar de carro, agora - falou enquanto estacionavamos.

Ele saiu do carro depressa, fiquei um pouco atrapalhada em abrir a porta, peguei minha mini-mala, andei até o outro carro. Mercedes. Uma linda mulher morena, saiu do mesmo e entregou as chaves.

— Hunter tenha cuidado - quem ela era para estar preocupada? Quem é Hunter? Ele apenas acenou e abriu a porta do carro para mim, pelo menos isso. Já começava á amanhecer quando chegamos na divisa de Portugal.

— Cuidado com o que fala, nós iremos pegar carona com o Greg. Ninguém sabe á identidade real de ninguém, temos apelidos, tenho pessoas íntimas que sabem. Porém não são todos confiáveis. Me chamam de Hunter aqui, não diga meu nome em hipótese alguma, ninguém desse lugar me conhece de verdade - ele dizia enquanto eu apenas confirmava balançando á cabeça. - Vou lhe chamar de.. gostaria de qual nome?

— Sempre gostei de Hayle - começo a rir com a situação, mas ele estava sério então devia ser algo muito alarmante.

— Então está bem Hayle, você ficará ao meu lado sempre naquela casa. Entendeu? Quando eu não tiver você ficará trancada no quarto.

— Matthew eu não estou entendendo.. - começo à solução, sinto lágrimas escorrer parecia que algo ruim iria acontecer.

— Você disse que confiava em mim, então prove. E não se esqueça sou Hunter agora - ele sorri e pisca para mim, eu não conseguia suportar á sua troca de humor. Será que isso tinha haver com seus remédios?

Entramos em um carro, que parecia caríssimos. Eu havia sentado no banco de trás, enquanto Matt se sentava ao lado do motorista.

O homem que se identificava como Greg, loiro dos olhos verdes, estava com uma toca vermelha de uma marca que eu não reconhecia. Eles falavam sobre o seus passados, enquanto Matt me vigiada á todo momento. Acabei adormecendo enquanto tentava ao máximo ficar acordada e obter o máximo de informação possível.

Acordei em um quarto, parecia um hotel barato, aqueles de filme que tem apenas uma cama e bidê. Minha pequena mala estava no chão, junto uma mochila que presumi ser de Matthew. Será que eu ja estava na casa? Fiquei com vontade de abrir á janela e olhar do lado de fora. Mas Matt havia me avisado que eu não poderia me precipitar.

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora