Capitulo Setenta e Um

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Eu andava sem parar de um lado para o outro quando Daniel me puxou para seu colo:

–Já estou ficando maluco com você andando de um lado para o outro. –Disse abraçando minha cintura.

–Eu não posso mais ficar aqui. –Sussurrei e ele me apertou, como se tentasse me passar força, e naquele segundo eu me senti protegida. –Ele está em tudo. É como se a qualquer momento ele fosse aparecer, mas eu não sei que não vai e essa é a pior parte. –Falei e me levantei puxando Daniel comigo. –Vamos dar um jeito de sair daqui, eu já não aguento mais! –Falei e ele assentiu.

–Tudo bem, vamos! –Falou. –Espera, essa é você? –Perguntou pegando a foto de um bebê. –Você era tão fofinha! –Disse passando os dedos pela foto.

–É o Miguel, Daniel! Eu sou aquela! –Disse apontando para outra foto.

–Mas são iguais. –Disse observando a outra foto e eu dei de ombros concordando.

–Mas ele era um ano mais velho. –Falei.

Puxei-o para porta e logo Edna apareceu. Olhei meu corpo, procurando algum tipo de senso que avisava toda a vez que eu chegava perto da porta, pois não era possível. Apalpei meu tornozelo procurando alguma algema ou algo do tipo, mas eu estava limpa.

–Onde pensa que vai? –Perguntou.

–Embora. –Falei forçando a maçaneta.

–Mas não vai mesmo. Você vai ficar aqui e amanhã iremos viajar, até mesmo comprei as passagens pela internet. –Disse ela decidida.

–Sonhar não custa! –Falei rindo.

–Eu sou sua mãe, portanto me respeite e entenda que você não vai sair daqui! –Disse ela.

–Desde quando se importa? –Gritei.

–Desde que deixei meu filho sair a dois anos e ele nunca mais voltou! –Disse ela.

–Eu não sou ele, nem mesmo sua filha eu sou! Não era você que gostava de jogar isso em minha cara? –Perguntei. –Para você Edna, se eu morresse agora não mudaria nada. –

–Não fale besteiras. –Disse sendo abafada pelo som da campainha.

Ela colocou a chave na fechadura e girou, abrindo a porta, revelando Math e meus pais.

Vi os olhos de Edna se arregalarem em surpresa e reconhecimento, então algo se contorceu dentro de mim.

–Mia, Felipe. –Edna cumprimentou com um aceno ríspido, e eu logo senti a confusão tomar meu rosto. –Devo supor que essa seja sua mãe, não é filha? –

–Sou sim! –Disse Mia de boca cheia.

–Então me responda, porque não é o teu sangue que corre nessas veias? –Perguntou Edna com um sorriso, enquanto puxava meu braço em um gesto de demonstração.

–Você não sabe o que está dizendo Edna! –Felipe gritou.

–Então porque todo esse nervosismo, Felipe? –Perguntou ela.

–Qual foi a história que contaram a você Emily? –Perguntou. –O pai dela? Aposto que sim! Era o que tínhamos combinado, afinal! –Disse ela. –Tudo bem, não tem problema minha querida, vamos te contar toda a verdade, não vamos? –Perguntou se virando para Felipe e Mia.

–Que verdade? –Perguntei pausadamente.

–Você não tem o direto de fazer isso com ela, Edna! –Disse Mia entrando atrás de Math que me olhava apreensivo.

–Sentem-se! –Ordenou Edna e eles se sentaram, ficando somente nós duas em pé.

–Comecem. –Mandei.

S.O.S Internato: A Marrenta tá na área!!!-EM REVISÃO ||LIVRO ÚNICO||Leia esta história GRATUITAMENTE!