Capítulo 23

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— Você quer namorar comigo?

Eu tinha escutado mesmo isso? Meu corpo estava completamente imóvel, esquecendo minhas pernas que tremiam. Mas eu segurava o colar com força para não deixar cair. Meus pensamentos viajaram por breve momentos que eu tive com Matt. Desde á porta na cara até o aconchego na minha casa, cada momento em que eu pensava era um sorriso que saía de meus lábios.

— Eu.. quero namorar com você - da um sorriso torto, que me conquista mais ainda, seus braços enormes e musculosos passam ao redor de mim, me abraçando, até parecia que eu estava em um casulo.

— Escolhi um colar, pois achei mais especial que um anel - Matthew diz com calma, enquanto acaricia meus cabelos. Inalo seu perfume forte, me sinto tão bem por isso, ele estava aqui comigo, ele nos ajudou com muitas coisa e me pediu em namoro.

— O que vamos falar para seus pais? -  a pergunta sai tão depressa da minha boca que não consegui parar.

— eu não sou uma criança Emanuella - Emanuella? Agora me chamaria assim?

— Matthew - falei pausadamente com uma voz rouca e levando a sobrancelha esquerda.

— Repete? - ele pede, seu sorriso malicioso me deixa eufórica novamente.

Depois da roda gigante fomos até minha mãe, que já esperava de fora do parque. Contei para ela toda animada, enquanto Matt e Savannah ficavam me olhando como se eu tivesse cara de doida, ambos riam.

Ela ficou tão feliz quanto eu, disse que já sabia pois Matt havia pedido se ela permitiria..

***

Depois que sai do banho, todos ja estavam deitados, fui para o quarto e Matt estava deitado na sua cama improvisada. Eu havia perguntado para ele se suas costas doíam, mas ele dizia que era por uma boa causa. Então decidi que hoje ele iria dormir comigo, ao invés daquele chão duro.

— Se você quiser pode deitar aqui comigo hoje - falo enquanto me cubro, ele parece não pensar duas vezes e já está do meu lado.

— Sua cama é bem melhor que aquela ali.

— Por isso te chamei - sinto seu braço passar pelo meu ombro.

— Eu poderia dormir assim todas as noites.

— Eu estaria sempre aqui - antes de fechar meus olhos sinto seus lábios nos meus, sua habilidade era tão grande, que eu não queria parar mais de beija-lo. Sua mão faz carinho no canto da minha barriga, provocando explosões de calafrios.

—Matt eu..

— Eu não vou te forçar á nada Emma, só quero que saiba que também estarei aqui - acreditando ou não, ele estava sendo atencioso comigo. Como se não quisesse me perder.

Eu não sou virgem, muito menos uma Santa. Mas eu não estava com cabeça para isso, além do mais estávamos na casa da minha mãe, eu não queria que minha mãe escutasse a cama balançar. Eu iria passar vergonha, duvido que com um homem desse tamanho iria ficar quieta.

Para de pensar besteira.


Ao amanhecer Matthew estava me abraçando de uma maneira que eu não conseguia me soltar, então permaneci em silêncio para que ele não acordasse. Suas tatuagens o deixavam de um jeito muito sensual, talvez fosse por isso que faltava ar nas mulheres por onde ele passava.

— Bom dia pequena - um bom jeito de acordar, não teria melhor.

— Bom dia Matt - digo tentando escapar de seus braços, mas ele acaba me prendendo ainda mais.

— Melhor irmos tomar café, antes que alguma garotinha arrombar a porta.

Enquanto tomamos café, mamãe estava lavando roupa e Savannah brincando com o cachorrinho, que ela havia colocado o nome de Bart. Eu e o meu namorado, decidimos ir caminhar na praia. O sol não estava tão forte e o vento calmo, as pessoas estavam por todo os lugares e eu estava muito feliz, pelo simples fato de estar de mãos dadas.




— Quando eu era pequena, meu pai me trazia aqui aos domingos, ele dizia que durante a semana os tubarões poderiam me pegar - começo a rir, Josefh tinha uma tática para eu não sair de casa escondida e ir na praia. Depois de um tempo descobri que não havia tubarões nessa faixa litorânea e que meu pai tinha medo que eu fosse me afogar.

— Eu não precisava ir nas praias, eu tinha piscinas imensas na minha casa, depois que eu comprei uma casa para mim, decidi não ter piscinas.

— Por que?

Assim teria desculpa, para ver meus pais.

— Pelo menos você tem um pai."

— Eu amo meus pais, eles vivem se brigando e se amassando pelos cantos. Tudo bem que eles estão um pouco velhos mais eu gosto de ver os dois felizes - sua risada ecoa pelos meus ouvidos, é tão serena.

— E sua irmã?

— Bem a Gabe é complicado, ela começou a entrar em pânico por me ver mal. Quando ela souber que eu estou namorando vai querer vim te conhecer - ele fala, mas nossa atenção é desviada quando seu celular que começa a tocar.

— Oi mãe.

— Tudo bem

— Sim, está aqui comigo

— Vou embarcar o mais breve possível, te amo.

Embarcar no próximo vôo? Como assim?

— Temos que ir para Espanha, agora.

Uma certa felicidade atingiu Matthew e seus olhos começaram a brilhar.

— Mas o que aconteceu? - indago.

— Vem comigo? - ele estende a mão, como se tivesse me pedindo. Óbvio que minha mãe deixaria eu ir, mas o que eu iria fazer na Espanha? Olé!

— Vou, mas preciso passar em casa."

—Nós não vamos dormir lá, iremos com um avião particular  - avião particular? Eu não tinha nem um banheiro particular imagina um avião.

— Tudo bem - respiro e respondo, com um nó na garganta, pelo fato que seria minha primeira vez andando de avião. Tomara que eu não passe vergonha..

Querida BabáOnde as histórias ganham vida. Descobre agora